Tungcast#084: Discos de 1994 (vol.3)

Terceiro e último post da série especial sobre os discos que completam 20 anos, fechando numa linha mais classic rock, com pitadas de blues, fusion e momentos acústicos. Destaques: o único disco de Jeff Buckley, o penúltimo de Michael Hedges, o último do Dixie Dregs, a decadência de David Lee Roth, a preguiça dos Stones e a saída de cena do Pink Floyd.

 

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Introdução: “Third Degree”, Eric Clapton (do disco From The Cradle)

Menções e remissões: Talk (Yes), Awake (Dream Theater), Strange Highways (Dio), Cross Purposes (Black Sabbath), Welcome to the Cruel World (Ben Harper), Last of the Independents (Pretenders), Endangered Species (Lynyrd Skynyrd), Peter Frampton (Peter Frampton)


Jeff Buckley – Grace
Primeiro e único disco do artista, ficou entre o mainstream e o obscuro, com forte apelo autoral e sem se prender a rótulos. Clássico absoluto da melancolia, com belos momentos vocais, refrões marcantes e boa recepção de público, elogiado por gente como Jimmy Page e pela crítica. Antes de começar a gravar o segundo álbum, morreu afogado.
música ► “Eternal Life
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Michael Hedges – The Road to Return
Virtuoso do violão, Hedges era um explorador de harmônicos, tappings, pull-offs, hammer-ons e slaps. Depois de iniciar a carreira com 2 álbuns instrumentais, começou a adicionar vocais. Infelizmente morreu num acidente em 1997 e nunca teve o reconhecimento que merecia. Rotulado como artista “new age”, ele respondia dizendo que era “new edge”.
música ► “Prelude
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Dixie Dregs – Full Circle
Último disco de inéditas da banda de Steve Morse antes que este entrasse no Deep Purple dois anos depois, mostrando seu fusion cheio de reviravoltas e experimentalismos. Hoje eles se reúnem apenas esporadicamente, em função da agenda do Steve Morse, mas o Dixie Dregs é uma banda bastante cultuada entre músicos.
música ► “Ionized
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David Lee Roth – Your Filthy Little Mouth
Dez anos depois de sair (e doze antes de voltar) do Van Halen, o grande frontman chegava ao ponto mais baixo de sua carreira, com o seu disco mais polêmico. Produzido por Nile Rodgers, o álbum se constitui numa salada de gêneros, que iam do blues, soul, R&B e country e letras que falam de relacionamentos fracassados, má sorte e falta de dinheiro ― tudo, claro, com o sarcasmo característico do Dave.
música ► “Big Train
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Rolling Stones – Voodoo Lounge
Último disco a trazer singles que as pessoas conseguem se lembrar (e que Keith Richards traz algumas das brigas em sua biografia), mas já mostrando uma banda cansada e sem conseguir se desafiar criativamente. O contraponto foi a turnê, que finalmente os trouxe a terras brasileiras, inaugurando um caso de amor com a terra brasilis ― e gerando herdeiros.
música ► “Out Of Tears
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Pink Floyd – Division Bell
Ultimo álbum dos mestres do art rock e segundo sem a presença de Roger Waters. Com letras escritas por David Gilmour e sua mulher (a jornalista Polly Samson), o tema central são os problemas gerados pela falta de comunicação entre as pessoas (recado a Waters?). [nota: a banda confirmou o lançamento de 'Endless Riverpara este ano, contendo material gravado nas seções de Division Bell]
música ► “What Do You Want From Me

Ouça a série completa: Discos que completam 20 anos

5 Responses to “Tungcast#084: Discos de 1994 (vol.3)”

  1. iago barros disse:

    Interessante esses tais de Michael Hedges e Jeff Buckley,pesquisarei sobre eles em breve…

    • Diogo Salles disse:

      Vai gostar muito, Iago.

      Do Buckley só tem um, mas do Michael Hedges, pode ir de olhos fechados no “Aerial Boundaries” e “Breakfast In The Field”.

      abs

  2. Cyrille Feybesse disse:

    Amigos do Tungcast,

    Eu ouvi a segunda parte da série sobre os discos dos anos 90 e acabei não deixando nenhum comentário e desculpem-me sobre isso. Agora não lembro de meus pensamentos/comentários mas tinha me divertido. Achei que tentaram fechar a trilogia sendo os mais imprevisíveis que possível.

    Boa pedida indicar o disco do Jeff Buckley. Eu concordo com os comentários, eu tinha escutado que a ultima coisa que se ouviu dele foi mesmo ele cantando whole lotta of love enquanto era levado rio abaixo. Acho que era um artista completo e que teria lançado discos íntegros. Acho que nem chegou a ser um artista que aconteceu de fato mas que ia acontecer. O primeiro e único disco deixa a ideia de um talento indiscutível em minha opinião.
    Fiquei interessado pela vossa descrição do som do Hedges e, pela forma que comentaram, realmente ficamos querendo correr atrás. O que deixaram como registro me fez pensar em Jon Gomm. Se vocês não conhecem, escutem o disco “secrets nobody keeps” lançado no ano passado. Bom, eu posso estar viajando por não conhecer o artista indicado.

    Também não conheço Dixie Dregs mas pelo que pude ouvir pelo trechinho que deixaram duvido que supere o disco Premonition do Tony Macalpine lançado em 1994. Aqui sinto que mandaram uma bola pra fora bem longe do gol hehehhehe. Esse disco do Tony recebe unanimidade entre guitarristas.

    Rollins Stones é uma daquelas bandas que nunca curti realmente tirando algumas exceções. Acho a música da banda oportunista.
    Tenho muito carinho pelo disco do Pink Floyd pois 1994 foi o ano que comecei a estudar guitarra, com aulas e tal, e descobria essa banda como muitas outras clássicas. Eu sou muito fã do Gilmour e esse disco tem aquele gosto afetivo porque eu o escutava muito naquela época toda! A grande banda Rival Sons (minha banda favorita nesses últimos 4 anos) lançou um disco recentemente e a última faixa do disco chamada “destination on course” me lembra sempre o nosso Pink Floyd quando a escuto. Felizmente, vou ver a banda em Novembro!

    Obrigado pela série e o último episódio caiu feito uma luva há 2 dias do final de minhas curtas férias!

    BE SOUND!!!

    Cyrille.

  3. Augusto Severo disse:

    Tungcast YES! Tungcast YES!?