Pensamentos sobre os 5 anos de Tungcast

Print Screen do arquivo de edição do primeiro Tungcast

É quase inacreditável que tenhamos chegado aqui: 5 anos de Tungcast. As duas únicas certezas: deu muito trabalho e o tempo voa. Até hoje, foram 185 posts, entre Tungcasts e textos para o Geek Musical. Tudo começou com uma “simples” obsessão por música. Depois, comecei a escrever sobre o assunto. Na verdade, eu nunca fui ligado ao ofício da escrita, em si – meu negócio era ouvir e falar sobre música. Mas, através de um empurrãozinho dos amigos Luiz Pereda e Edu Carvalho – e uma porta aberta pelo Julio Daio Borges, em 2005 comecei a colaborar com o Digestivo Cultural. Acabei me tornando colunista entre 2006 e 2010. Assim, naquele momento, a escrita se tornou minha ferramenta para que eu pudesse me expressar sobre música.

Mas, não à toa, quando eu e o Diogo começamos um projeto em que a música seria o tema central, escolhemos falar sobre o assunto, através de um podcast. Pois fazia sentindo: era mais natural o debate de ideias do que a escrita. Acabamos voltando aos textos há dois anos, com a inauguração do Geek Musical. Mas foi por uma questão prática: sentíamos falta de mais conteúdo e haviam lacunas que não eram preenchidas com o Tungcast.

Voltando um pouco no tempo, o Tungcast se desenvolveu rapidamente. Começou em uma troca de email no dia 25 de maio de 2009. No dia 27, achamos um nome (sugestão do Diogo). Até o dia 11 de junho definimos o perfil do podcast e alguns temas. Em seguida, o Diogo fez o logo e eu coloquei o site no ar. No dia 20 de junho, um sábado, gravamos o primeiro programa, que já foi ao ar no 13 de julho – dia do rock! Em menos de dois meses, resolvemos o formato, o nome, o site, o logo inicial, o primeiro programa e lançamos na web. Tudo com investimento mínimo de dinheiro: aproveitamos tudo o que tínhamos à mão. Viva a internet!

O Diogo uma vez me disse que via o Geek Musical como uma coisa de clube, de confraria. De juntar os malucos por música num só lugar. Como nosso lema: para musicólogos e musicólatras. E eu concordo. Eu vejo este site como um local para amantes da música. Embora tenhamos, aqui, o compromisso com a análise crítica e em chutar para longe a bajulação, não há pretensão de ser jornalismo. Muito menos “crítica musical”. Queremos olhar a música de todos os ângulos possíveis. E acho que o nome Geek Musical faz jus: queremos compreender esse universo e não seguir agenda, muito menos tentar pautar tendências ou forjar polêmicas.

Às vezes penso se o site funcionaria com apenas um de nós, ou com mais colaboradores. Mas, até agora, o formato de dupla funciona bem. Eis alguns motivos:

1) Agiliza a tomada de decisão: um exemplo é a criação do podcast, como descrito acima. Além disso, minimiza a criação de impasses: quando aparece uma dúvida, temos que achar a solução rapidamente. Não existe o perigo de procurar um “consenso” – um conceito irreal na prática, que apenas adia decisões – e temos que saber ceder em algum momento.

2) Ter visões diferentes, mas sem dispersão: Temos personalidades, perfis e gostos diferentes. Então, cada um puxa para um lado, criando um resultado equilibrado. Nem tão polêmico, nem tão sóbrio. Nem tão Rush, nem tão Dream Theater. Nem tão organizado (o Diogo deve ter uns 547 posts prontos), nem tão retardatário (meus posts são como estádio da Copa: ficam prontos na última hora, com ajustes no dia da publicação). E a vantagem em relação a ter mais colaboradores é que o conteúdo fica mais coeso.

3) Habilidades complementares: o Diogo é o cara da criação visual (veja mais em www.diogosalles.com.br), fez o logo e comanda os posts, além de ser mais organizado com as pautas. Eu conhecia um pouco mais de wordpress, tinha um template na manga; tenho os equipamentos para gravar e editar os episódios. Dessa forma, resolvemos quesitos básicos do site rapidamente. A partir daí, foi na tentativa e erro.

4) Motivação: em dupla, um motiva o outro. Se fosse uma atividade solitária, haveria o risco do projeto esmorecer, de ser deixado de lado. E, se fossem mais pessoas, poderia haver uma pulverização de interesses e prioridades.

5) A responsabilidade é nossa: Tudo o que acontece deve vir apenas de nós dois: não dá pra ficar esperando alguém Não dá para para terceirizar as decisões. Se um hesita, o outro tem tomar a frente.

Ainda somos uma publicação de nicho, temos muito a crescer e melhorar. Mas se esses últimos 5 anos trouxeram aprendizados, são os seguintes: a necessidade de consistência de conteúdo e insistir quando a preguiça ou o desânimo batem. E, também, foco de atuação e ir implementando pequenas melhorias, aos poucos.

Por fim, fica meu agradecimento ao Diogo, a todos que participaram até aqui em posts ou Tungcasts e, claro, a você que acompanha nosso site. Rumo aos 10 anos?

3 Responses to “Pensamentos sobre os 5 anos de Tungcast”

  1. Jonh disse:

    Vida longa ao Tungcast!!! estamos juntos :)

  2. iago barros disse:

    Poxa,me descobri geek aqui…e ja faz algum tempo rs
    Aconpanho os senhores religiosamente desde o fatidico cast DREAM THEATER…Ja agradeco a vcs, pq apesar de ser free,o tungcast vende musica da boa,coisa q tem valor inestimavel.