Tungcast#082: Discos de 1994 (vol.1)

Primeiro post da série especial sobre os discos que completam 20 anos, começando pela derrocada do grunge (com a morte de Kurt Cobain e a obra-prima do Soundgarden) e a chegada do novo mainstream, com bandas como Oasis, Dave Matthews Band e a ascensão de Jamiroquai, Live e Nine Inch Nails.

 

Baixe em mp3 (58MB) – clique com o botão direito e escolha “salvar como”

Introdução: “All Apologies”, Nirvana (do disco Unplugged in New York) e a derrocada do grunge

Menções e remissões: Jar of Flies (Alice in Chains), Purple (Stone Temple Pilots), Vitalogy (Pearl Jam), Monster (REM), Cracked Rear View (Hootie & Blowfish), No Need to Argue (Cranberries)


Soundgarden – Superunknown
Obra prima da banda de Seattle, do grunge e de toda a década de 90, mostrando porque o Soundgarden era um dos filhotes mais prodigiosos do Black Sabbath (para Dave Grohl, é o encontro de Sabbath com Beatles). Último respiro do grunge, esse disco tem 70 minutos de duração e é um bom termômetro sobre o que estava acontecendo naquele tempo, com discos mais longos e produzidos.
música ► “Mailman
___________________________________________


Nine Inch Nails – The Downward Spiral
Disco que deu uma cara à banda e que transformou Trent Reznor em guru da cena “industrial” da época, influenciando bandas como Ministry e até o próprio Axl Rose. Ótimo trabalho de Adrian Belew nas guitarras e boas ideias musicais, alternando momentos climáticos com momentos de extrema intensidade.
música ► “Mr. Self Destruct
___________________________________________


Live – Throwing Copper
Segundo e mais bem sucedido álbum da banda, com 8 milhões de discos vendidos e o sucesso dos singles “Selling the Drama”, “Lightning Crashes”, “All Over You” e “I Alone”, a banda não foi capaz de criar uma base de fãs fora dos EUA, mas que teve sua importância no cenário alternativo da época.
música ► “Iris
___________________________________________


Dave Matthews Band – Under the Table and Dreaming
Primeiro sucesso da banda antes do estouro em Crash (1996), mostrava as características que marcariam o som deles. A variedade de instrumentos e o maior cuidado nos arranjos davam um acabamento sofisticado ao som da banda e caiu no gosto dos “jovens adultos”, por se contrapor à simplicidade (ok, boçalidade) do “college rock”.
música ► “What Would You Say?
___________________________________________


Oasis – Definitely Maybe
Primeiro e melhor disco do excêntrico quarteto inglês. Por ser mais cru, soa melhor, mais urgente e sem os vícios e fricotes que marcariam a carreira da banda depois do estouro do disco seguinte (What’s The Story) Morning Glory. Músicas como “Rock n’ Roll Star” e “Up In The Sky” mostravam todo o vigor da banda, mas “Live Forever” já era um indício dos clichês que viriam no futuro.
música ► “Supersonic
___________________________________________


Jamiroquai – The Return of the Space Cowboy
Segundo disco da banda de Jay Kay que ainda buscava uma identidade própria e, em muitos momentos, emulava Stevie Wonder, sendo que eles só estouraram mesmo com Travelling Without Moving (1996). Mesmo assim, é presente uma boa mistura de rock com soul, R&B e funk, bons riffs e muita ousadia na progressiva “Just Another Story” e no single “Space Cowboy”, que se tornou clássico.
música ► “The Kids

Ouça a série completa: Discos que completam 20 anos

4 Responses to “Tungcast#082: Discos de 1994 (vol.1)”

  1. Cyrille Feybesse disse:

    Amigos do Tungcast!

    Grande pedida esse especial (com mais 2 episódios) de discos de 1994. Eu também acho que 94 foi um ano extremamente interessante. Alias, foi o ano em que comecei a tocar guitarra influenciado por Soundgarden, o Siamese Dream do Smashing Pumpkins, Nirvana e tal. Polêmico considerar o Superunknown o melhor disco do Grunge, acho que devemos mesmo deixar isso para o Nevermind do Nirvana pelo seu contexto histórico. Eu acho que a grande contribuição do Kurt Cobain no cenário musical não foi tanto colocar o “grunge” ou o rock de Seattle no auge mas sim fazer com que o rock alternativo tenha espaço no mainstream. Na minha opinião, antes do Nirvana, se você tinha uma banda de rock, a sua banda tinha que ser a mais pesada, a mais polêmica, a mais bonita, a mais maluca, ou seja, a mais alguma coisa… Com o Nirvana, uma banda de rock só precisava ser algumas pessoas tocando rock em algum lugar. Espero que eu possa ter explicado minha ideia mais ou menos bem.

    Caras, tem um disco desse ano de uma banda que acho muito bom e que caiu totalmente no esquecimento. É o primeiro disco em uma major da banda Surgery. O disco se chama “shimmer” e eu o acho excelente. O problema foi que o vocalista morreu logo após o lançamento do disco (provavelmente algo próximo com o que aconteceu com o Mother Love Bone). Não sei se vocês conhecem e se esse for o caso, por favor, coram atrás dele (eu posso repassar pra vocês se quiserem). Quando eu encomendei o disco em uma loja o vocalista estava vivo mas, antes de eu receber o disco em mãos, o mesmo estava morto. Eu acredito que essa banda seria relativamente conhecida se tivesse continuado e teria lançado ótimos discos.

    Acho o Vitalogy do Pearl Jam particularmente excelente! Trás a banda ainda com aquela pegada suja do início mas com mais maturidade. Por enquanto, acho que vocês acertaram em cheio nos discos que escolheram.

    Valeu pelo podcast e estou esperando pelo outros dois de 94. Estamos a poucos dias para o lançamento do que acho que vai ser o melhor disco de 2014: Rival Sons!

    Grande abraço,

    Cyrille.

    • Diogo Salles disse:

      Cyrille,

      Considero o ‘Superunknown’ o melhor do grunge (e da década) tendo como única referência a sua qualidade musical. Se formos pegar o contexto histórico, ‘Nevermind’ é insuperável, pois mudou a paisagem musical exatamente pelos motivos que vc apontou (eu entendi a sua explicação e concordo com ela).

      Mas o ‘Superunknown’, na minha opinião, é um disco sofisticado, marcante e inspiradíssimo. Uma boa dica é essa versão deluxe de 20 anos que estão lançando agora.

      Obrigado pela audição, ainda tem mais emoções pela frente!

      abs
      Diogo

  2. Gabriel LC disse:

    Ótimo tungcast. Gosto muito quando vcs fazem podcasts com listas, por que dá pra correr atrás de coisas que eu não conhecia (passei a amar o Barão Vermelho depois do último tungcast de música brasileira). Superunknown é um discão e talvez o melhor do Soundgarden (gosto muito também do Badmotorfinger, acho q esse é o nome), mas o melhor do grunge pra mim ainda é o Ten do Pearl Jam. Nunca fui muito com a cara do Nine Inch Nails, mas darei uma oportunidade pra esse disco. Live e Dave Matthews não conheço muito (do Live só sei aquela Pain Lies on the Riverside). Eu gostava mais do Oasis quando era adolescente, principalmente Wonderwall e hoje eu torço um pouco o nariz, acabou que a banda me enjoou, mas gostei da música que o Diogo tocou. E Jamiroquai é demais, gosto muito da pegada disco deles. Nunca cheguei a ouvir esse disco todo, correrei atrás.

    Abs,

    Gabriel.