Tungcast#075: Discos brasileiros

Acusado injustamente de antipatriotismo, o Tungcast mergulha no cancioneiro nacional e elege alguns de seus discos essenciais. Numa seleção bastante diversa, começamos com o clima jazzy/Motown de Cesar Camargo Mariano, seguimos com a MPB de Chico Pinheiro, passamos pelo rock nacional com Paralamas, Barão e O Rappa, e finalizamos com a autoindulgência guitarrística e melódica do Tritone.

 

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Cesar Camargo Mariano – São Paulo, Brasil (1978)
Projeto de música instrumental com influências de fusion e Motown. Originalmente pensado como uma série de shows em cartaz por 2 meses no Teatro Bandeirantes, acabou virando disco.
música ► “Metrópole”
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Chico Pinheiro – Meia Noite Meio Dia (2002)
Disco de estreia do violonista, que conta com co-produção de Swami Jr e participações de Chico César, Ed Motta, Lenine, Luciana Alves, Maria Rita.
música ► “Jardim de Arroz”
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O Rappa – Lado B Lado A (1999)
Terceiro disco da banda, se tornou clássico por trazer hits como “Minha Alma” e “O Que Sobrou do Céu”, mostrando a maturidade musical da banda, letras politizadas e uma gama variada de influências, como hip-hop, reggae, rock e dub.
música ► “Lado B Lado A”
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Paralamas do Sucesso – Severino (1994)
Disco menos óbvio, mostrando a banda num momento mais experimental e introspectivo. Se tornou incompreendido na época, por ser considerado “difícil”, mas que envelheceu bem com o tempo.
música ► “Músico”
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Barão Vermelho – Na Calada da Noite (1990)
Disco que representa a maturidade sonora da banda em sua fase pós-Cazuza, com a consolidação de Frejat como frontman e Guto Goffi como letrista. Combinação de violões e guitarras e clássicos como “Tão Longe de Tudo” e “O Poeta Está Vivo”
música ► “Beijos de Arame Farpado”
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Tritone – Just For Fun And Maybe Some Money (1998)
Projeto guitarrístico de Sergio Buss (que trabalhou com Steve Vai) juntamente com Edu Ardanuy (Dr. Sin) e Frank Solari. Claramente inspirado no G3, tem muito de Vai a Joe Satriani mas também mostra a variedade de influências musicais dos 3 guitarristas.
música ► “Rising”

Links relacionados
Solo, o livro de memórias de Cesar Camargo Mariano
Tungcast#070: Videocast – Swami Jr
Os Grãos, Os Paralamas do Sucesso

5 Responses to “Tungcast#075: Discos brasileiros”

  1. Mateus de Bem disse:

    Parabéns pelo episódio, ficou muito bem elaborado!

  2. Márcio Nascimento disse:

    Caraca, como esse “mundo é pequeno”. Há um tempo atrás, conheci um cantor brasileiro e passei a ouvi-lo. Chama-se Lucas Santtana. Faz umas músicas muito bacanas, com umas influências de tudo que é lugar e etc… No álbum atual dele, “O Deus que devasta mas também cura”, tem uma música chamada “Músico”. Não imaginava que era do Paralamas…que coisa!

    http://www.youtube.com/watch?v=M8X4GswRdjw

  3. Cyrille Feybesse disse:

    Meus queridos tungas,

    Adorei esse podcast que fizeram.

    Descobrir Chico Pinheiro é algo que eu serei eternamente grato. Esse disco da meia-noite é muito bom. A banda Tritone é muito som, sou fã do Frank Solari e do Dr. Sin desde os anos 90. Achei a variação de escolhas que fizeram muito bacana e espontânea. Coisa de gente que realmente gosta de música. Eu vi o show do Steve Vai no Rio na época que mencionaram e jamais imaginaria que o guitarrista de base fosse um brazuca. Lembro do Vai mostrando certo embaraço a começara cantar as músicas de vocal do disco “Fire Garden”. O Satriani tinha passado um pouco antes e achei ambos os concertos incríveis, também esses caras…

    Eu até deveria fazer mais cometários aqui pois gosto muito da postura de ambos e do debate que fazem, muitas vezes discordo de vocês mas também concordo em muito pontos. Espero que continuem lançando novos podcasts.

    Eu curtiria muito que fizessem um Podcast sobre a Banda Pearl Jam, acho que a mesma tem relevância para um aqui. Detestei o disco novo mas amo a banda.

    Keep moving and Be sound!

    Muito obrigado.

    Um geek de Paris.

    Cyrille.

    • Diogo Salles disse:

      Cyrille, muito obrigado pelas palavras! Esse especial pode render mais lá pra frente…

      Sobre o Vai, vale destacar que o Sergio Buss o acompanhou na turnê do ‘Alien Love Secrets’ em 1995. No show de 1997 (turnê ‘Fire Garden’) quem estava com ele era o Mike Keneally, o homem dos chapéus malucos… rss

      Teremos mais Chico Pinheiro no futuro também. Aguarde!

      abs
      Diogo