Especial RUSH (fase 2): Raízes do metal progressivo

A Farewell to Kings (1977)

Após o sucesso de 2112, o Rush ganha sua eterna liberdade artística junto à gravadora (que nunca mais os incomodaria dali por diante). Farewell to Kings é resultado direto dessa liberdade. Tem-se aqui o início da fase mais megalomaníaca da banda, disposta a levar seu virtuosismo às últimas consequências. Faixas mais intricadas como “Xanadu” e “Cygnus X-1” dão o tom do álbum, que ainda traz uma faixa que se tornou um dos maiores clássicos do Rush (até hoje tocada em shows): “Closer to the Heart”. Inicia-se nesse álbum também o uso de sintetizadores, que agora são parte obrigatória do som. Acionados pelas pedaleiras de Lee e Lifeson, essas nuances fazem um contraponto sonoro e tornam a execução das músicas um desafio ainda maior nos palcos.

Hemispheres (1978)

Continuando a saga deixada em aberto no disco anterior, “Cygnus X-1: Book II – Hemispheres” chega para mostrar uma banda no ápice de seu virtuosismo, perfeccionismo e megalomania. No próprio encarte, a epopeia instrumental “La Villa Strangiato” aparece como “um exercício de auto-indulgência”. Com uma introdução de violão flamenco e passagens complicadíssimas, se tornou objeto de culto de roqueiros ao redor do mundo. “The Trees” e “Circumstances” completam o álbum com uma pegada mais direta de hard rock, mas o resultado final, além de ter exigido muito de seus integrantes, deixou a banda preocupada quanto aos rumos que tomariam. A partir dali, eles decidiram que a fórmula estava saturada e que era a hora de mudar a rota.

Permanent Waves (1980)

Disposto a renovar seu som para a década que se iniciava, o Rush entra em sua melhor fase. Buscando uma distância gradativa do rock progressivo, eles abandonam as longas suítes com temáticas sci-fi e fincam o pé mais na realidade terreste. Dispostos a mesclar estilos musicais diversos (alguns até improváveis), eles começam a incorporar alguns fragmentos de reggae, ska e até de new wave no som (segundo Peart, influência do The Police e do Ultravox). “The Spirit of Radio” se torna uma dos maiores clássicos da banda (para muitos, o maior) e traz essa diversidade, com peso, melodia, riff e uma reviravolta no final. “Freewill” se torna outra faixa bastante representativa desse período e “Natural Science” é o elemento progressivo que restou dos trabalhos anteriores.

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