Tungcast#059: Soundtracks (vol.1)

 

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soundtracks_paristexasFilme: Paris, Texas (1984)

Premiadíssimo no circuito europeu, o filme aborda a melancolia e a solidão de um homem que abandona a família e se torna um andarilho.

Diretor: Wim Wenders (Asas do Desejo; Buena Vista Social Club)

Trilha: Ry Cooder – guitarrista respeitadíssimo no mundo inteiro, ficou mais conhecido por seu trabalho no Buena Vista Social Club. Aqui ele usa apenas o violão e o slide, para tirar o som mais orgânico possível, “preenchendo” o vazio da estrada no filme de maneira brilhante.

Curiosidade: outra trilha famosa (e também bluseira) de Ry Cooder foi no filme A Encruzilhada, onde Steve Vai aparece no duelo final de guitarras.

Música: “She’s Leaving The Bank”

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soundtracks_bladerunnerFilme: Blade Runner (1982)

Clássico da ficção científica, mostrando um retrato sombrio de uma sociedade confusa e globalizada, com grande influência de tecnologia.

Diretor: Ridley Scott (Alien – O Oitavo Passageiro; Gladiador)

Trilha: Vangelis – o músico grego acertou no conceito, ao captar a agitação do do filme em um futuro de um lugar perdido no tempo e no espaço.

Curiosidade: Vangelis gravou com Jon Anderson no início dos anos 80, logo depois de ele ter saído do Yes (e pouco antes de ele voltar à banda em 1983).

Músicas: “Love Theme” e “End Title (reprise)”

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soundtracks_trafficFilme: Traffic (2000)

O tráfico de drogas visto pelos mais variados ângulos, desde a polícia usando suas táticas de repressão, passando pelos chefes do tráfico até o secretário de segurança pública, que tem de lidar com o vício da própria filha.

Diretor: Steven Soderbergh (Erin Brockovich; Onze Homens e um Segredo; Contágio)

Trilha: Cliff Martinez – começou a fazer trilhas justamente com Soderbergh, em Sexo Mentiras e Videotape. Aqui ele impulsiona o clima denso do filme, com uma música sombria e climática.

Curiosidade: Cliff Martinez foi baterista do Red Hot Chili Peppers nos anos 80 e esteve este ano na cerimônia da entreda do Red Hot no Hall of Fame.

Músicas: “La Cagaste” e “Helicopter”

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soundtracks_indianajonesFilme: Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)

Terceiro filme da série, Indiana Jones vai em busca do Santo Graal antes que ele caia nas mãos de soldados nazistas.

Diretor: Steven Spielberg (Tubarão; E.T. – O Extraterrestre; A Lista de Schindler)

Trilha: John Williams – um compositor que não é muito conhecido de nome, mas que está na memória afetiva de todo mundo, por sua longa história em Hollywood, em sua parceria com Spielberg e por franquias como Star Wars e Jurassic Park.

Curiosidade: Mais conhecido por seu trabalho no cinema, John Williams já escreveu temas para 4 Olimpíadas e também para as séries “Perdidos No Espaço” e “Terra de Gigantes”

Música: “The Penitent Man Will Pass”

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soundtracks_afirmaFilme: A Firma (1993)

Adaptação do thriller jurídico de grande sucesso, escrito por John Grisham, sobre um jovem advogado que resolve trabalhar para uma firma sem saber que ela serve de fachada para a máfia.

Diretor: Sidney Pollack (Tootsie; A Intérprete)

Trilha: Dave Grusin – totalmente instrumental (só piano), foi indicado ao Oscar como melhor original score. Grusin trabalhava em trilhas com o Pollack desde 1975.

Curiosidade: Considerado melhor que o filme, o livro tem um final um pouco diferente do apresentado no cinema.

Música: “Memphis Stomp”

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soundtracks_benjaminbuttonFilme: O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

História de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo à medida que o tempo passa, até morrer bebê.

Diretor: David Fincher (Seven; Clube da Luta; A Rede Social)

Trilha: Alexandre Desplat – músico francês, que compôs para filmes distintos, desde adolescentes Harry Potter e Crepúsculo até adultos como Árvore da Vida, Tudo Pelo Poder e O Discurso do Rei. Seu estilo é mais do soundtrack clássico, de cordas/orquestrações e pende para o melodramático

Curiosidade: Alexandre Desplat foi indicado para 4 Oscar. Ganhou o Globo de Ouro de 2006 pela trilha de “O Despertar de Uma Paixão” (com Edward Norton e Naomi Watts).

Música: “A New Life”

13 Responses to “Tungcast#059: Soundtracks (vol.1)”

  1. Helisandro disse:

    Olá Rafael e Diogo, ótimo tema abordado nesse episódio. Também gosto muito de trilhas sonoras.

    Uma das minhas preferidas, que na minha opinião é muito melhor que o próprio filme, é a trilha do O Último dos Moicanos.

    Eu também gosto de Oingo Boingo, não tem como não ficar feliz ouvindo Oingo Boingo :) .

    Abraços e no aguardo de uma segunda parte sobre esse tema.

    • Rafael Fernandes disse:

      E aí, Helisandro! Obrigado pelo comentário.

      Não conheço a trilha do Último dos Moicanos. Vou procurar.

      Oingo Boingo é uma banda no mínimo divertida. rs

      Abs,

      Rafael Fernandes

  2. Helisandro disse:

    Fala Rafael.

    Pra facilitar a sua vida, se tiver interesse em ouvir.

    http://grooveshark.com/#!/album/The+Last+Of+The+Mohicans+OST/740411

    Abraço.

  3. Bruno Sampaio disse:

    Rafael e Diogo, parabéns pelo ótimo trabalho!

    É bom saber que tem gente inteligente cobrindo essa lacuna na comunicação dos bons sons!

    Uma trilha que gosto muito é do filme “Sangue Negro”, feita pelo Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead. É impressionante como, mesmo mexendo com cordas e metais, ele confere peso e melancolia ao som do filme.

    Abraços,

  4. Rodrigo disse:

    Olá pessoal do Tungcast, esse é a minha primeira participação. Descobri o cast a pouco tempo e tenho ouvido os programas antigos. O trabalho de vocês é muito bom.

    Sobre o programa, gostaria de citar duas trilhas que eu gosto bastante: a trilha sonora do primeiro filme da série “Jornada nas Estrelas”, de 1979, composta por Jerry Goldsmith, e a trilha sonora do primeiro filme do “Batman”, de 1989, composta pelo já comentado Danny Elfman. As duas criaram conceitos e padrões que foram reproduzidos por muitos anos nas respectivas continuações. Além disso, também entram no conjunto “memória afetiva”.

    Um grande abraço!

    • Diogo Salles disse:

      Obrigado pelas audições e comentários!

      Rodrigo, pode reparar que essas séries de grande sucesso viram cultuadas TAMBÉM por causa de suas trilhas sonoras, que se tornam parte de nossa memória afetiva. Além das que você citou, Indiana Jones e todas as outras do John Williams, De Volta Para o Futuro… a lista não tem fim!

      Bruno, confesso que ainda não vi Sangue Negro, mas me parece uma boa sugestão, vamos dar uma olhada. Principalmente em filmes melancólicos, a trilha se torna ainda mais importante.

      abs
      Diogo

  5. Gustavo Sampaio disse:

    Ainda no Danny Elfman, aquela música da cena em que o Edward mãos de tesoura está fazendo neve é muito emocionante, foi o primeiro filme que assisti em vhs na minha vida, o cara é fera. O diretor Cameron Crowe é um geek musical de mão cheia, mas as trilhas de seus filmes não são originais, são como o Diogo comentou , não sei o nome disso, se é trilha musical, banda sonora, sei lá.

  6. Lucas Gomes disse:

    Fiquei ouvindo todo cast e pensando: “Pô eles não vão citar Danny Elfman (Spider-man/Batman/Alice no País das Maravilhas)?” E não é que citaram…

    Quanto a John Willians, sou muito fã! Talvez pelo fato de ser um fã de Star Wars!

    Ótimo post!!

    • Diogo Salles disse:

      Lucas, engraçado como são as coisas. O Danny Elfman não era levado muito a sério nos tempos do Oingo Boingo, só depois que virou o papa dos film scores. Já o Trevor Rabin não tem uma obra tão importante em Hollywood, mas no rock ele detonou com o Yes.

      Gustavo, o Cameron Crowe começou como jornalista da Creem e Rolling Stone, cobrindo bandas de rock. O filme “Quase Famosos” é totalmente autobiográfico e se tornou obrigatório a todos os roqueiros geeks. Fica aí a dica. Sobre as músicas usadas no filme, elas diferem do “film score”, que é a música CRIADA para o filme.

      abs
      Diogo

  7. Marcell Alves disse:

    Confesso que nunca prestei muita atenção às trilhas de filmes, mas a do Blade Runner me chamou a atenção. Assisti o filme recentemente e fiquei um pouco decepcionado, talvez pela enorme expectativa de saber que é um clássico absoluto do cinema. A linguagem cinematográfica do filme me pareceu datada, com um ritmo lento, cenas longas, etc. Curiosamente, a trilha também soa datada, com seus timbres de sintetizadores oitentistas, mas achei que ela envelheceu melhor que o próprio filme. Além disso, foi uma grande surpresa descobrir que a “Love Theme” fazia parte da trilha do Blade Runner. Essa música realmente se tornou um símbolo de breguice, de forma um tanto injusta.

    Deixo uma sugestão: Tungcast de Música Clássica.

    Um abraço!

    • Rafael Fernandes disse:

      Marcell, obrigado pelo comentário.

      Música clássica não é nossa praia, mas a sugestão está anotada. Acho que vamos precisar fazer, sim, só precisamos de um mote.

      Eu sou suspeito para falar, pois sou um grande fã de Blade Runner – da trilha e do filme. Como assisti várias vezes, não noto essas características que você destacou.

      Mas acho que o filme é um ótimo retrato de uma época. E como comentei no podcast, acho que tanto no filme, quanto na trilha, esse ar meio datado acabou – sem querer – evidenciando a decadência e o desalento daquela sociedade.

      Abs,

      Rafael Fernandes

  8. Mateus de Bem disse:

    Falar sobre trilhas sonoras é o cúmulo do “geekismo”. hehehehe. Um dia chegarei lá!