Tungcast#057: Discos de 1992 (vol.1)

Primeiro volume da série Discos de 1992, aqui destacamos a várias faces do rock, que continuava a mostrar sua variedade, com Stone Temple Pilots, Black Crowes e Sonic Youth lançando seus discos mais cultuados, Midnight Oil e Eric Clapton revendo alguns momentos de seus catálogos ao vivo e o gênio do jazz Miles Davis se despedindo.

 

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Introdução: “Friends”, de Joe Satriani (do disco The Extremist)
Menções e remissões: III Sides to Every Story (Extreme), Human Touch e Lucky Town (Bruce Springsteen)


Stone Temple Pilots – Core
Um disco acima de suas possibilidades e mostra porque é uma banda de segundo escalão. Referências punk, som mais sujo e direto, mas ao mesmo tempo com uma pegada hard. Bom, mas sem novidades.
música ► “Sex Type Thing
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Black Crowes – The Southern Harmony and Musical Companion
Rock ‘n’ roll a la 60s/70s com pitadas soul e backing vocals femininas e muita influência dos Stones. Apesar de não trazer nada de novo, é muito agradável de ouvir, com belos riffs, solos e canções.
música ► “Sting Me
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Sonic Youth – Dirty
Boa produção de Butch Vig, mostrando que é possível polir um som excessivamente sujo, sem ficar falso nem perder a identidade. Thurston Moore e Kim Gordon abusam das guitarras sujas e microfonias, flertam com o pop e mostram sua autoindulgência.
música ► “Sugar Kane
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Eric Clapton – Unplugged
Um misto de acerto de contas com ele mesmo e uma volta às origens. O lançamento do formato acústico com algo comercial, a importância de ‘Tears In Heaven’, os 6 prêmios Grammy e a guinada em sua carreira, com o subsequente mergulho no blues.
música ► “Hey Hey
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Midnight Oil – Scream in Blue
Importante registro dessa primeira fase deles, um rock bem trabalhado e que levanta bandeiras politicas. Mas, como Springsteen, tem mais força localmente (no caso deles, a Austrália). Estourou mundialmente com “Beds Are Burning” e ganhou público no Brasil (especialmente entre os surfistas).
música ► “Progress
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Miles Davis – Doo-Bop
Disco póstumo, irregular, fruto de uma improvável parceria que ele ensaiava com o rapper e produtor Easy Mo Bee. Mais uma vez, Miles mostrava que não tinha limites para a experimentação. Apesar de soar claramente inacabado, o álbum tem momentos interessantes.
música ► “The Doo-bop Song

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Ouça a série completa: Discos que completam 20 anos

12 Responses to “Tungcast#057: Discos de 1992 (vol.1)”

  1. Marcell disse:

    Gostei desse Tungcast trazendo outras referências além do classic, hard e prog rock que vocês sempre citam. Interessante ver que curtem coisas além desse espectro, o que me faz respeitar ainda mais a opinião de vocês. Parabéns pelo ótimo trabalho!

  2. Gabriel LC disse:

    Stone Temple Pilots – Dos citados, é a banda q mais conheço. O que eu gosto (muito!) neles é o que acho que faz vcs não serem tão fãs, q é o fato deles serem uma banda despretensiosa. Fazem algumas coisas meio malucas, mas sempre na mesma base hard rock. Mas de fato, o Core e o Purple são os grandes discos deles.
    Black Crowes – Conheço muito pouco, mas achei interessante o q já ouvi. Vou correr atrás.
    Sonic Youth – Conheço bem pouco também. A música que eu mais gosto deles é Diamond Sea (mais até que 100%). Mas ao contrário do Black Crowes, não me interessei muito por achar eles alternativos demais. Ou seja, não entendi Sonic Youth e não faço questão de entendê-los.
    Eric Clapton – Eu vi esse acústico em DVD que uma amiga minha (grande fã de rock progressivo) me emprestou. Achei muito boa a pegada blues nas músicas. Daí passei a ouvir alguns trabalhos dele pós-acústico e gostei muito. Clapton Is God não é a toa.
    Midnight Oil – Conheço bem pouco, só os hits e ouvi um ou dois discos. Tem um som legal, mas nada demais. Acho as letras interessantes por provocarem uma reflexão apenas.
    Miles Davis – Sempre torci o nariz para música instrumental (é, q maluco eu fui, não?). Mas daí passei a ouvir algumas coisas q mudaram a minha opinião sobre ritmos como o jazz. Uma delas foi o Kind of Blue. Um discaço! Passei a gostar bastante do Miles e por causa dele quero ouvir mais jazz. Gostei dessa música q vcs escolheram.

    Desculpem pelo post gigante. Parabéns pelo cast.

  3. Rafael Fernandes disse:

    Gabriel, valeu pelo comentário! Não tem problema ser longo, não, é legal saber quais reações os ouvintes tem e ler outras ideias. Sonic Youth e Midnight Oil tb não são pra mim.

    Lucas, “Motorcycle Driver” é uma ótima música, o disco é cheio de pérolas! Legal saber o carinho que você tem por esse disco do Clapton. Valeu pelo comentário.

    Abs,

    Rafael Fernandes

  4. Lucas Goomes disse:

    Eu estava nascendo e esses discos eram lançados! Alguns deles não só tiveram influência no que ouço hoje como são bandas que ouço hoje.

    Foi necessário um amigo me emprestar o The Extremist, de Joe Satriani para que me fizesse ouvir toda discografia dele e virar um fã ‘xiita’ até hoje. Mais precisamente a faixa “Motorcycle Driver” que teve esse poder.
    Esse álbum realmente tem uma pegada mais rock conseguindo ainda mesclar o romantismo. Destaque para a clááááássica Summer Song e outra porrada The Extremist (com direito à harmônica).

    Outro destaque é para o Unplugged de Eric Clapton que nasci ouvindo, tendo em vista o gosto da minha mãe. Viajo ouvindo os fraseados dos violões de Clapton toda vez que ouço o álbum que até hoje guardo com afeto na estante.

    Aguardamos a parte 2 ! xD

    • Diogo Salles disse:

      Gabriel, creio que seja possível traçar uma linha divisória entre os geeks musicais e os ouvintes passivos de música: a música instrumental.

      Lucas, de todos os discos comentados neste especial (aguarde o vol.2), The Extremist é o melhor, na minha opinião. Mas, de novo, é um disco instrumental, coisa que só os geeks têm paciência (e ouvido) para curtir.

      abs a todos
      Diogo

  5. Ricardo Siqueira disse:

    Ueba!

    Gostei bastante parabéns!! mesmo…
    algumas indicações mesmo queainda não seja de 92
    Satriani sem comentários, mas acredito que junto desse álbum podemos indicar também… surfing with the alien, mais rock e tão bom quanto e também imperdível… show inesquecível no olympia. (se não me engano da turne do álbum citado por vcs.)
    STP, sou bem suspeito para falar, mas para mim este álbum é o mais “pop” de todos! é uma banda que sempre muda, o que gosto bastante nas bandas. O que indicaria aqui entre os melhores: “Purple” e “Tiny Music… Songs from the Vatican Gift Shop”. Lembro como todos comentavam o quanto “Vasoline” era estranha ou até mesmo ruim, mas na verdade estava um pouco a frente (meu ponto de vista!)
    Black Crowes, outra banda que sou suspeito para falar, mas outro disco referência para se conhecer: Amorica… sensacional! (com uma capa maravilhosa…rs)
    Eric Clapton, como vcs falaram foi um disco que não parava de tocar. Eu ainda acho que ainda não parou!! não suporto quando alguém dedilha “tears…” quando pega um violão…! A música é boa, a gente já entendeu! Obrigado.
    Miles Davis sem comentários, e tratando-se de reinventar a própria música acredito que ninguém seja melhor que ele.
    Sonic Youth – escute somente os discos… não perca tempo com os shows!
    Midnight – uma banda pop bacana (às vezes chata!), mas com um show muito bom!

    e tratando-se de 1992…
    Helmet – Meantim
    Alice In Chains – Dirt

    parabéns novamente!

  6. Lucas D'Angelo disse:

    Gostei bastante dos comentários feitos pelo Tungcast em relação a estes CD’s.

    Mas para mim o maior destaque é o Revenge. Para mim este é um dos CD’s mais bem elaborados do Kiss, até porque há composições dos melhores músicos que passaram pela banda, tais quais Vinnie Vincent e Bruce Kulick.

    Neste disco o som é pesado e bem seco, os instrumentos não se embolam em momento algum. Os músicos estão bem entrosados e, além disso Paul Stanley e Gene estava no auge de seus vocais.

    Parabéns!!

    • Rafael Fernandes disse:

      Lucas, você é suspeito pq é fã do Kiss. :P Brincadeira, vc destacou umas coisas interessantes.

      Valeu pela audição e pelo comentário!!

      Abs,

      Rafael Fernades

  7. Augusto Severo disse:

    Hey! Td bem amigos. O trabalho de vcs esta legal pra caramba. Quando é que sai um especial de blues?