Tungcast#047: Retrospectiva 2011

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00:00 – Introdução: “Look Around”, nova do Red Hot Chili Peppers.
02:00 – Existe música boa, mas é preciso garimpar para achá-la. O mercado está muito óbvio e engessado? Falta inovação? Haverá uma reação a isso?
05:00 – O Rock in Rio representa o evento de massa, focado no entretenimento e esbarrou, mais uma vez, na precariedade da infraestrutura (ouça o Tungcast sobre o assunto).
08:00 – Os velhos problemas de cast no Rock in Rio, com Lenny Kravitz na mesma noite da Ivete Sangalo e o “viral” ao contrário do vídeo “Vou sem drogas”.
10:00 – Pelo fim de atrações como Claudia Leitte, Ivete Sangalo, axéxelentos e sertanejos universitários em festivais de rock.
11:30 – Já o SWU perdeu um pouco a identidade. Qual a conexão entre a bandeira verde e o Black Eyed Peas? Lynyrd Skynyrd foi uma boa sacada e Alice in Chains foi destaque.
13:40 – Duran Duran fez um show competente e é deles o melhor clipe do ano, mas foi o Faith no More, que já tinha passado por aqui em 2009, quem acabou com a letargia.
15:30 – O conceito verde é pra valer ou fica só pra inglês ver? A infraestrutura de Paulínia era boa e melhorou muito em relação a 2010 e até outros festivais.
19:30 – Outro grande problema dos festivais é a vergonhosa cobertura televisiva, que privilegia só o oba-oba e as entrevistas com “celebridades” no camarote “vip”. O Sonic Youth faria o último show de sua carreira e ninguém foi lá questioná-los sobre isso.
23:00 – Outros shows: Slash, Mr Big, U2, Aerosmith, Ozzy, Iron Maiden, Eric Clapton, Pearl Jam e Deep Purple.
25:30 – A morte da Amy Winehouse e a cobertura preguiçosa da imprensa, que a colocou no “clube dos 27″ e deu o trabalho por encerrado.
27:30 – A morte de Steve Jobs, que soube atrelar 2 conceitos que mudaram a indústria da música: o iPod e o iTunes.
30:00 – A revolta dos “chorões da música” (vejam o Tungcast chorões).
32:30 – O fim do White Stripes (o Teletubbies do rock) foi um alento para os fãs de música e o disco do Metallica com Lou Reed foi a vergonha alheia do ano.
35:00 – O fim do REM, a chegada do Superheavy, a volta do Strokes (que supostamente “salvou” o rock) e o novo (e fraco) disco do Radiohead.
40:00 – Encerramento: “Dark Matter”, do novo disco da Björk, Biophilia.

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9 Responses to “Tungcast#047: Retrospectiva 2011”

  1. Rafael Fernandes disse:

    Minea, eu também prefiro show só da minha banda favorita. Festival é muito oba oba. É mais comércio e menos música. Acho positivo para o mercado em geral – é melhor ter do que não ter – mas a música fica de lado.

    Carla, obrigado pelo comentário, vamos ver o que acontece com o videocast…rs Boas festas pra vc também.

    Rafael Fernandes

  2. Carla Ceres disse:

    Lavaram minha alma outra vez. rs Que venha o videocast! Boas Festas!

  3. Minea Nunes disse:

    Bem, eu não curti o cast de nenhum desses eventos e nem desse MOA que vai ser no Maranhão agora, o pessoal perde o sentido de nome e de filosofia do festival. .-.
    Eu prefiro ver a banda que eu gosto em um show exclusivo, esses festivais são mercenários demais! A cobertura dos festivais foi sofrível mesmo, tive vergonha alheia do pouco que vi. o.o

  4. Nelson Souza disse:

    Muito bacana o podcast, a ideia do videocast é legal, mas eu geralmente ouço o Tungcast no ônibus, acho que seria legal se a opção de apenas se ouvir fosse mantida.

    Eu não gosto de festivais e shows “particulares” enormes, a música realmente fica em segundo plano, o público médio não gosta de música, gosta de estar no evento e de se exibir para seu círculo, as pessoas que gostam de música constituem uma parcela muito pequena do todo, é difícil curtir de verdade o show quando as pessoas em volta estão bêbadas ou tirando fotos para o facebook ou ligando para os amigos para mostrar o quão f… elas são por estarem lá. Fora que em festivais tem esse problema todo de cast, você é obrigado a ver um monte de coisa que você não gosta e em shows grandes “particulares” você torra o dia todo no Sol ou se encharca para ver 1h30 de show, tem de ser muito fã para ir em um assim… Eu, particularmente, nesse ano fui em apenas um show grande (Ozzy) e em muitos pequenos (públicos máximos de 1000 pessoas) e posso dizer com certeza que o que eu mais gostei foi um em que se eu disser que foram 150 pessoas eu estou chutando alto.

    No podcast vocês citam que nem sabiam que o Strokes tinha voltado, eu nem sabia que tinha acabado! Eu até acho os dois primeiros cds legais, mas para por aí. E viva o fim do White Stripes! (e eu confesso já ter achado Jack White genial lá pelos meus 16 anos, me perdoem)

    Vocês também citaram o Edu Falaschi, ele é muito esquentado e acaba falando um monte de m…, apesar de em alguns pontos ele ter razão, a perde completamente estourando desse jeito. E o último cd do Angra é muito fraco, seria melhor ele se concentrar em fazer cds melhores ao invés de xingar os fãs que não os compram.

    Sobre o MOA, eu já comecei tendo uma antipatia com o evento porque isso surgiu como uma “filial” do WOA, precisou a dona da marca do WOA se pronunciar para os sabichões brasileiros admitirem que não tinha relação alguma. Apesar de ser legal tentar organizar um evento de metal desse tamanho, acho muito errado usar o nome de outro evento para dar notabilidade ao próprio, mas que tenha sucesso, o evento.

    Tungcast Deep Purple, mal posso esperar!

    Como ainda estamos em 2011, feliz Ano Novo!

    • Diogo Salles disse:

      Nelson, bacana o seu comentário, obrigado!

      Sua descrição sobre o oba-oba dos festivais é eloquente e precisa. Não há problema em achar Jack White gênio aos 16 anos, o problema é não reconhecer a farsa depois de velho… :)

      Sobre os metaleiros chorões, não há mais muito o que falar. Essa gritaria toda não vai dar em nada e o metal nunca será popular como foi nos anos 80. Acabou.

      O Tungcast Deep Purple será especialíssimo, quase biográfico, mas sem perder o humor e as histórias bizarras envolvendo a banda (principalmente o Blackmore). Temos mais de 3 horas de material para editar. Vai valer a pena esperar.

      Feliz 2012 pra vc também!
      Abs
      Diogo Salles

  5. Rafael Fernandes disse:

    Legal, Marco, obrigado pelo comentário!

    Sobre o videocast: não, não vamos parar com o podcast. O Tungcast continuará sendo um podcast de áudio, sem vídeo. Em 2012, vamos testar um ou outro programa em vídeo, mas também deixaremos o arquivo de áudio para quem quiser apenas ouvir.

    Boas sugestões de programas. Temos na pauta várias bandas para comentar, junto com suas discografias. Nossas bandas favoritas são sempre comentadas aqui, mas não tinha pensado num programa só focado nisso. Vamos pensar com carinho.

    Abs,

    Rafael Fernandes

  6. Bem legal a macro análise dos shows, caras! “Chorume do Rock” rachei o bico hahaha, confesso que cheguei a curtir Seven Nation Army por um tempo mas depois enjoei.

    Vcs vão parar com os Podcasts em audio ou vão continuar? Por favor ñ parem hehehe adoro ouvir o Tungcast no Ipod antes de dormir, no metrô, no trânsito etc.

    Tenho algumas sugestões de temas que vcs podem usar nos casts caso se interessem: Outros Tungcasts comentando discografias de bandas, um com vcs falando as suas bandas favoritas em cada gênero do Rock, explicando os motivos. Abraço e feliz ano Novo!

  7. Rafael Fernandes disse:

    Olá, Helisandro, obrigado pela audição e pelo comentário.

    Sua observação sobre o Lulu é muito boa: para os pseudo intelectuais quem não gostou do disco é porque não consegue ir além do metal. Quando, na realidade, a maioria de nós achou simplesmente ruim. É curioso: eles é que acabam sendo os radicais.

    Abraço,

    Rafael

  8. Helisandro disse:

    Muito bom esse episódio.

    Realmente a cabertura dos festivais pelo Multishow é ridícula. Destaco a presença patética do senhor Beto Lee, que parecia estar drogado, entre uma das pérolas ele disse que o Evanescence tinha 2 cds lançados, sendo que o primeiro era um ao vivo!!!???

    Como vocês bem disseram, a cobertura é voltada para um público geral, mas creio que colocar alguém que conheça um pouco música ou que pelo menos não fosse idiota, acrescentaria muito á transmissão.

    Sobre o Edu Falaschi, sem comentários.

    Eu também, desperdicei uma hora da minha vida ouvindo aquela porcaria do Lulu. Mas para mim o pior não foi nem o disco em si, o problema é que surgem “intelectuais da música” assinalando as qualidades “artísticas” do projeto, afirmando que quem não gosta, é porque é fã hardcore de metallica e não entendeu o albúm. Mas tem de se valorizar o Metallica, que depois de Lulu, o St. Anger não é tão ruim assim hehehe.

    Abraço Diogo e Rafael, muito bom ouvir o debate alto nível de vocês.