Tungcast#046: Caricaturas com Baptistão

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00:00 – Apresentação: Baptistão descobriu que tinha talento para desenhar retratos e acabou se tornando um caricaturista premiado.
04:30 – O quadrinhos são referência universal para quem trabalha profissionalmente com desenho. E na faculdade, a publicidade acaba sendo um dos refúgios de aspirantes a ilustradores.
08:30 – A primeira publicação foi na Folha, em 1985. Depois de várias publicações em veículos variados, ele chega ao Estadão em 1991, onde conheceu Carlinhos Muller e foi influenciado por nomes como Rocha, Benício, Chico e Paulo Caruso, Norman Rockwell.
14:30 – Por que a caricatura ainda é vista como um desenhinho engraçado ou uma exaltação dos defeitos da pessoa? A dificuldade dos leigos em entender essa arte, que ainda é marginalizada.
17:00 – Como um caricaturista premiado como Baptistão ainda recebe ofertas para trabalhar de graça? A ignorância das pessoas, que não veem isso como um trabalho.
20:00 – Caricatura e charge são duas artes qua não são levadas muito a sério, a ponto de jornalistas não saberem distinguir uma coisa da outra.
22:30 – Os métodos de criação do Baptistão: o estudo profundo de fotos do personagem a ser retratado e as técnicas tanto do Photoshop e do lápis de cor.
29:00 – A dúvida eterna do artista: ser um especialista numa área específica ou ser versátil? Baptistão ficou com a primeira opção, mas Dálcio Machado, Marcos Muller e Farrell optaram pela segunda.
32:30 – O traço como assinatura, algo facilmente reconhecido pelo público, como o caso do mestre Loredano.
35:30 – É muito difícil o artista ter algum retorno do personagem caricaturado. Arrependimento? Só um: a caricatura do Rubinho com uma tartaruga.
40:00 – A caricatura e charge não precisam necessariamente trazer uma piada.
41:30 – A internet não apenas aproximou os artistas dos leitores, mas resultou numa superpopulação de novos artistas sem autocrítica.
46:00 – Criticando o trabalho alheio é sempre um terreno perigoso. A saída é ser educado e construtivo na crítica e apontar falhas técnicas no trabalho.
50:00 – Encerramento: Baptistão pega o violão e dá a sua canja com uma música de Paulinho da Viola, chamada “Vela do Breu”.

4 Responses to “Tungcast#046: Caricaturas com Baptistão”

  1. Thiago disse:

    Excelente podcast, recomendei para os meus amigos, designers/ilustradores ou não! =D

    Tive o prazer de conhecer o Baptistão em uma palestra que ele deu lá na Campus Party. Uma das mais legais que teve no evento, mesmo ele não achando que deu uma palestra! rsrs

  2. Rafael Fernandes disse:

    Olá, Thiago, obrigado pelo comentário e audição!

    Não sou ilustrador e conheci o Baptistão no dia, apesar de já admirar o trabalho dele há tempos. Realmente, é um grande cara, bom papo, mas às vezes exagera na modéstia. rs

    O cara é fera na ilustração!

    Abs,

    Rafael Fernandes

  3. Marcos Jonas disse:

    Ele é desse jeito mesmo, modesto até demais..rsss
    Muito legal a entrevista, o bate papo com quem entende da arte e muito fácil conversar com o Baptistão, cara simples e muito gente fina.Além dele tem o Farrel, Carlinhos Muller e Marcos Muller, gente da melhor qualidade! Tive o prazer de trabalhar com eles 7 anos…

    Abç
    e Parabens

    • Diogo Salles disse:

      E aí, Marcos Jonas! Tudo bem?

      Pois é, eu também demorei a entender como ele pode ser tão modesto e pé no chão! Depois de algum tempo trabalhando ao lado dele, fui conhecendo o cara e toda a sua simplicidade, um grande caráter.

      Quando vier a SP, passa lá pra visitar a gente, ok?

      abs
      Diogo