Tungcast#045: Existe a ética do download?

downloads
 

Baixe em mp3 (34MB) – clique com o botão direito e escolha “salvar como”

00:00 – Apresentação: Se existe mesmo uma ética para o download, cada um tem a sua.
01:30 – Somos todos piratas: se você já viu vídeos no Youtube ou baixou fotos para o seu Power Point, sim, você já fez download ilegal.
02:30 – Por que os “fãs” de música de hoje não compram CDs ou mp3 de suas bandas “favoritas”? O cinismo e a preguiça dos “fãs” que transferem o ônus para o artista.
05:20 – Imagine alguém fazendo download do seu trabalho (qualquer que seja ele). Você vai reclamar, não vai?
07:30 – Os problemas das propostas de cobrar por navegação: quem vai controlar isso? E, no fim, só os grandes vão ganhar.
10:30 – Segundo Chris Anderson (do Free), quanto mais barata fica a tecnologia, mais pulverizado e gratuito fica o mercado.
12:30 – No fim, sempre alguém paga a conta. Quem vai pagar essa? Não haverá receita de sucesso, cada artista vai ter de encontrar seus meios de se financiar.
15:00 – O valor das coisas vem da escassez, quando a oferta é farta, perde-se o valor.
17:00 – O futuro não é a compra da música, mas a compra do serviço: o streaming, o iCloud, eMusic e o exemplo do Ramen Music, que faz uma curadoria a cada 2 meses.
20:00 – Num tempo em que a indústria está falida, como é que a Lady Gaga consegue vender 1 milhão de cópias em 1 semana? Com as vendas a 0,99 dólares, subsidiada pela Amazon.
23:30 – A estratégia para vender gelatina nos EUA: dar de graça um livro de receitas.
29:00 – O download como pesquisa: se o artista/banda for mesmo bom, vale a pena comprar.
31:30 – A maioria das pessoas sempre comprou discos por causa de uma ou duas músicas. Hoje isso acabou. A indústria está levando o troco do consumidor.
35:00 – Encerramento: antigamente o pacote era o disco, hoje o pacote será uma série de serviços dentro de cada nicho, onde as músicas estão incluídas.

14 Responses to “Tungcast#045: Existe a ética do download?”

  1. O cast de vocês é muito bom.
    Mas vocês repetem muito o tema de artista chorão, sendo que na maioria dos casos é vocês mesmos, que vivem agarrados ao modelo antigo do mercado. O chororo de vocês é para que tudo volte a ser como antigamente, infelizmente (para vocês) isso não vai acontecer. Os consumidores de hoje não são como antigamente.

    Continuem com o ótimo cast de vocês!

    • Rafael Fernandes disse:

      Rodolfo, obrigado pela audição e pelo comentário.

      Como você pode perceber, estamos fazendo uma série de podcasts sobre o mercado da música por ser um tema que não se encerra facilmente. Portanto, é normal que alguns comentários sejam repetitivos, já que é uma teia de assuntos.

      Só acho um grande equívoco você dizer que estamos agarrados no modelo antigo. Ao contrário, sempre citamos os novos modelos, dissemos repetidas vezes que o mercado mudou e que os artistas precisam se adaptar. Tanto nesse episódio quanto no dos chorões deixamos isso explicitado. Só neste último podcast citamos ao menos 5 novos modelos de negócio.

      Abs,

      Rafael Fernandes

  2. Helisandro disse:

    Olá Diogo e Rafael.

    Eu também baixo para ver se curto o disco, ou para conhecer bandas novas e sempre que gosto de um albúm eu compro o cd também.

    Um ponto que eu acho relevante, é que muitas gravadoras reclamam das vendas baixas, sendo que as mesmas não evoluem. Um exemplo brasileiro é a Hellion Records, que em sua loja on line não possui opção de venda por cartão de crédito ou mercado pago, eu desisti de comprar deles, prefiro comprar cds na amazon do que deles. É uma pena, pois seria bacana dar um apoio a uma empresa brasileira, mas o que fazer quando eles não se ajudam?

    Abraço galera.

    • Rafael Fernandes disse:

      Oi, Helisandro, obrigado pela audição,

      Você tem razão no seu comentário. Eu mesmo entrei nesses dias no site da Hellion para procurar uns produtos e desisti de comprar. Parece que há um círculo vicioso: o mercado está confuso, então as empresas se acomodam e acabam não apresentando opções.

      Abraço!

      Rafael Fernandes

  3. Saudações, galera do Tungcast!

    Parabéns mais uma vez pelo episódio. Um tema bem legal que exige bastante conhecimento pra ser discutido decentemente, algo que vocês fizeram com maestria. Rasgações de seda a parte, vou fazer meus comentários sobre alguns pontos que vocês falaram:

    A minha visão sobre o download é exatamente essa que foi dita: com o intuito de PESQUISA. E isso não apenas por causa do Progcast. Nós que somos praticamente uns viciados em música estamos sempre dispostos a conhecer bandas novas, desconhecidas, pérolas perdidas por aí que sempre encontramos por acaso, pela simples satisfação pessoal (ou musical, no caso). E é aí que entra mais um ponto: a quantidade de bandas e músicas sendo lançadas diariamente é algo tão incalculável que se torna impossível acompanhar esse mercado e consumir o que eles fazem, ou seja, temos que ser cada vez mais seletivos quando se trata daquilo que iremos investir nosso suado dinheiro, e o download é a maneira de conhecer antes. Obviamente, pode ser uma visão meio injusta de como funciona o negócio, onde bandas com grande potencial não recebem a atenção devida e acabam caindo no completo esquecimento. Aliás, esse conceito de “seleção musical” se aplica até mesmo às bandas das quais já conhecemos o trabalho e somos fãs, afinal de contas, quantas vezes vocês já não pararam e falaram “é, tem o novo álbum da minha banda favorita que eu não gostei muito, mas tem esse aqui que eu gostaria de levar hoje”.

    Sobre as novas “ferramentas” que vocês falaram, particularmente não gosto e não utilizo, exatamente por acreditar que consumir música não é esse processo artificial de baixar a música e rodar no seu programa. Podem nos chamar de arcaicos, mas a experiência de pegar o encarte, ver o trabalho gráfico, por o cd no aparelho de som e acompanhar letra a letra é algo único de álbum para álbum. Mas, exatamente, isso varia de pessoa para pessoa: comprar a música do artista de forma que ele realmente receba algo por isso pode ocorrer de várias formas, seja pelo download pago ou pelo streaming (modalidade que acho a mais inútil e sem sentido, aliás), o que leva a outro ponto abordado aí, sobre como os artistas irão se virar no futuro. Na verdade, acredito que isso já está acontecendo, e aos poucos cada um está descobrindo a forma mais rentável de vender o seu produto.

    O que eu defendo, é algo que o Tommy Lee (do Mötley Crue) disse certa vez: vale muito mais a pena lançar EPs do que álbuns completos. Infelizmente hoje em dia, onde 24 horas parece ser pouco, raros são os momentos que podemos parar pra ouvir um álbum inteiro como ele merece. Além disso, talvez o EP tivesse um preço mais modesto e atrairia mais pessoas a comprar o formato físico, não? É difícil dizer, ainda mais quando moramos em um país aonde quem quer consumir música parece que é penalizado o tempo inteiro com a quantidade de impostos que vem de brinde em um simples cd. Mas isso é outro tema, pra um outro dia, e o comentário já ficou longo demais, hehehe.

    Abraço galera, e viva a podosfera musical!

    (ao som de “Headless Cross”, do Black Sabbath. Em mp3 baixado da internet, porque a versão nacional que encontrei pra comprar é tão porca que não merece o meu dinheiro)

    • Diogo Salles disse:

      Rodrigo, ótimo comentário!

      Você tem alguns pontos interessantes. A ideia do EP não é ruim, assim como não era a dos singles, mas, como dissemos no podcast, as gravadoras não produziam singles (só com o hit) porque queriam empurrar o disco inteiro e faturar mais. Agora estão pagando o preço de tanta ganância.

      Discordo de você quanto ao streaming, pois ele serve muito bem para a pesquisa (tanto quanto o download!) e concordo quanto à necessidade de ser seletivo. Com tanta coisa sendo lançada (a maioria ruim), temos de ter o radar ligado para captar os engodos e descartá-los.

      Grande abraço
      Diogo

      PS: Headless Cross é o melhor do Sabbath com Tony Martin no vocal

  4. Minea Nunes disse:

    Bem, comprar tudo é um problema, tem artistas que nem vendem aqui no Brasil, a pessoa ficar importando é cruel. Claro que o artista precisa, mas pra você ser fã de todas as bandas não rola. Queria muito comprar tudo dos artistas que curto, mas minhas condições financeiras, a internet ajuda a divulgar as coisas, e a gente vai até o nosso limite dá. Todo mundo sabe que é ilegal, o trabalho da pessoa tem que ser pago de alguma forma e o mínimo é ir ao show. Cada um com seus problemas e consciência, né?
    Mas nessa nova era, os artistas estão tendo que se adaptar às coisas que vêm por aí, não é fácil e nem é legal, mas é a realidade.

    O assunto é bem tenso e delicado.

    • Diogo Salles disse:

      Olá, Minea. Seja bem vinda.

      Esse assunto, além de delicado, é bastante pessoal, pois cada pessoa reage de uma forma diferente em relação a música. Todo fã gostaria de possuir todas as discografias possíveis, mas além do problema financeiro disso, há também o problema de espaço físico.

      Forte abraço
      Diogo

  5. Diego Camargo disse:

    Bom, viciado em música falando, impossível acompanhar tudo, mas já era assim com os meus LPs, afinal, os LPs que eu compre, mesmo que um dia já deram dinheiro pra alguém, não deram agora, num sebo, aliás, deram sim, pro dono do sebo, nada mais.

    Eu sou a favor de download total, até porque, MUITA gente de quem hoje sou fã e tenho CDs foi ‘culpa’ do download.
    Aliás, gosto de pensar que o meu Progshine faz o mesmo com as pessoas, e que, no começo, era um blog de downloads.

    E no caso de discos como O Mistério Dos Quintais do Quintal De Clorofila ou até mesmo Paêbirú do Zé Ramalho/Lula Cortes, ou o 1º do Roberto Carlos? Esses discos eu não deveria mais ouvir pq nenhum selo/gravadora se interessa em lançar? Ou eu deveria pagar mil dólares por eles no Ebay? Acho que não :)

    Tudo é um jogo, não sei se fui claro, mas pra mim, os médios/pequenos vendem como nunca venderam com o ‘fenômeno’ internet e se fazem de coitados, os números provam.

    As grandes gravadoras? Bom, essas se ferraram, mas elas mesmo cavaram a sepultura que agora deitam, porque sempre deram força para a música como produto, e assim como qualquer outro produto, se existe uma segunda alternativa mais barata, é essa que vai ser ‘utilizada’.

    É um assunto que dá muito pano pra manga, impossível de discutir com muita propriedade :)

    • Rafael Fernandes disse:

      Fala, Diego, tudo tranquilo?

      Você tocou em dois pontos importantes: o download como fonte de descoberta – como uma grande “rádio” – e para álbuns raros (independentes ou fora de catálogo). Também sou assim – aliás, todos nós, geeks, somos :P .

      E de fato é um tema controverso e de muitos lados – não à toa é nosso podcast com maior número de comentários. E comentários ótimos!

      Abraço,

      Rafael Fernandes

  6. Marco Alves disse:

    Bom tema, me identifiquei. Ouvirei e depois comentarei. P.S: O Podcast de vcs é muito bom, parabéns!

    • Rafael Fernandes disse:

      Legal, Marco, obrigado!

      Volte depois para passar suas impressões sobre o tema.

      Abraço,

      Rafael Fernandes

  7. Marco Alves disse:

    Desculpe a demora, ñ manjo muito sobre o assunto mas postarei minhas impressões pra tentar colaborar.

    Confesso que é muito difícil resistir à tentação de baixar álbuns, já que está tudo mastigado, é só baixar e pronto. Mas procuro comprar sempre que posso, então isso me tira um poko o sentimento de culpa hehehe

    Como foi dito, pagar por um CD só por causa de um single não é nada motivador. Essa estratégia deu bastante certo, mas agora não funciona mais. Parece um caminho sem volta a menos que a indústria reinvente a maneira de comercializar a música, como a indústria de games está fazendo para combater a pirataria. Não dá pra esperar boa vontade de boa parte dos consumidores, a maioria tá nem aí e nem se preocupam com isso porque sabem que sempre haverá “otários” pra pagar a conta e os salários dos músicos. Fazendo analogia: Isso acontece um pouco com vocês mesmos, pois nem 1% dos ouvintes devem comentar os casts.

    Enfim, Tungcast é bem agradável de ouvir, o papo flui bem, tendo ou não pauta. Vocês mereciam ganhar dinheiro com ele. Abraço!

  8. Rafael Fernandes disse:

    Oi, Marco, obrigado por retornar com um novo comentário e obrigado pela força!

    Eu, mesmo, recentemente, tenho pensado sobre o ato de comprar CDs. Vale à pena? Acabo optando por outros serviços, deixando o CD para algo que eu goste muito; um pacote completo que realmente valha à pena.

    Abraço,

    Rafael Fernandes

Trackbacks/Pingbacks

  1. Progcast – #67 – Especial: Top 5 2011! « Progcast - [...] Tungcast#045: Existe a ética do download? [...]