Tungcast#032: O mercado da música nos anos 2000

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00:00 – Apresentação: o que mudou com a chegada do mp3 no mercado da música? Artistas e gravadoras subestimaram o formato? O iTunes e o iPod encontraram uma alternativa ao download gratuito?
04:30 – O streaming pode ser o futuro? A música poderá ser ouvida toda online?
06:30Quem ainda compra música? Consumir música se tornou algo muito cômodo e indivivualizado.
08:40 – Os shows vão segurar a indústria? Com a escalada das ofertas, isso é sustentável?
10:30 – Houve uma renovação de bandas e artistas nos anos 2000? Por que os dinossauros (Van Halen, Paul MacCartney, U2…) ainda são os que mais atraem público? Com o envelhecimento desses ícones, ficará uma lacuna no futuro? As superbandas (Chickenfoot, Them Crooked Vultures e Black Country Communion) preencheram essa lacuna?
15:00 – No Brasil, as coisas ficaram em nichos, a ponto de o Paralamas tocar no SESC. O depoimento de Guilherme Arantes.
17:00 – O mercado mudou de mão. Antes as majors controlavam tudo, com grandes orçamentos e supervendangens de disco. Hoje o controle está nas mãos do próprio artista, mas o orçamento encolheu e ele ficou refém do seu nicho.
23:40 – Com o fim da indústria, todos acharam que a integridade artística ia voltar, mas os anos 2000 caminharam na direção contrária. Os artistas estão perdidos?
26:00 – Antigamente os discos demoraram um ano para ser lançados, hoje saem em algumas semanas ou dias. Brad Mehldau lançou CD em 2010 depois de quase 1 ano gravando.
27:20 – O histórico de erros da indústria em lidar com a mudança do status quo. Nos anos 90, bateu de frente com a pirataria e perdeu. Nos 2000, bateu de frente com o mp3 e perdeu de novo. E vai continuar perdendo…
33:00 – A música, como arte, pode voltar a ser valorizada como antes? Essa desvalorização e banalização da música hoje vai encontrar seu ponto de saturação?
37:00 – O consumidor de música passou a ser mais respeitado depois que as opções de consumi-la se multiplicaram? A indústria sempre defasada em relação ao consumidor: se levou 10 anos para descobrir a venda online de música e também para lançar CDs em embalagens de luxo, como serão os próximos 10 anos?

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5 Responses to “Tungcast#032: O mercado da música nos anos 2000”

  1. Difícil prever como vai acabar essa indústria – o que acontece hoje não tem precedentes na história. Mesma coisa que atualmente está acontecendo com o mercado impresso perante o online – tudo está se transformando e ainda não há bem um final definido, tampouco um vencedor.

    Mas o que realmente sabemos é quem perde. E, neste caso, é o amante da música, o cara que gosta de bandas, CDs e shows. O público consumidor médio, que não segue definidamente um artista mas apenas consome o produto da indústria cultural, não vai se importar tanto se houver menos bandas. Desde que eles tenham a música da moda, não importa quem esteja cantando.

    Isso vai acabar implodindo, cedo ou tarde. Mesmo shows estão em risco com os DVDs e Blu-rays sendo pirateados livremente.

    E, particularmente ao brasileiro, uma coisa me incomoda: cada vez que eu compro uma mp3 legalmente, bate um sentimento: “que trouxa”. Mas ainda insisto.

  2. Diogo Salles disse:

    Fala, Bruno,

    Bom, sobre esse consumo de música como se fosse papel higiênico, sempre foi assim. A diferença é que antigamente as pessoas esperavam tocar no rádio, hoje elas baixam na web, colocam no iPod, ouvem umas tantas vezes e esquecem a música lá.

    Quanto aos amantes de música, só mudou a forma como eles gastam dinheiro com isso (porque realmente amam música). Antes compravam vinil, depois CD, agora mp3 (e sempre indo a shows).

    Mas realmente não há um suporte definitivo para o consumo de música, esse parece ser o cenário atual – e não temos como saber o que virá.

    abs

  3. Pois é, mas esperar tocar na rádio era um ritual, nem sempre bem sucedido. Baixar na internet é uma tarefa realizada com dois ou três cliques, com a vantagem de ter rapidamente uma cópia com qualidade de CD (ou próxima disso) da música, sem edições ou interferências. Isso para mim é um grande diferencial e agrava mais as coisas.

    Sobre gastar dinheiro com mp3, ainda acho que é muito, mas muito pouca a participação dos consumidores. A maioria dos brasileiros prefere pagar pelo CD, mesmo que depois ripe ele para poder ouvir em seu iPod/computador/carro. E mesmo os que compram os discos ainda não são suficientes para sustentar mesmo a mais modesta das gravadoras.

  4. Jimivox disse:

    Estou ouvindo o podcast pela primeira vez e me agradou bastante!!! Ganharam um novo ouvinte! Um abraço!

  5. Rafael Fernandes disse:

    Fala, Jimivox! Esperamos mais comentários seus!

    Abs,

    Rafael Fernandes