Tungcast#025: Jimi Hendrix

hendrix

 

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00:00 – Apresentação: “Are You Experienced?”
02:00 – 40 anos sem James Marshall Hendrix (27/11/1942 a 18/09/1970)
03:30 – Jimi Hendrix é o “Pelé da guitarra”? Ele está no topo de todas as polêmicas listas de maiores guitarristas, que apenas incluem roqueiros e excluem jazzistas como Django Reinhardt e Wes Montgomery.
05:30 – Um artista completo não só na guitarra. Era um grande cantor, entertainer, carismático, um compositor com grande visão de produção e que trouxe inovações sonoras.
08:30 – O início: o papel de Chas Chandler na carreira do Hendrix, levando-o para a Inglaterra e formando o trio Experience. O primeiro resultado é Are You Experienced, que soa poderoso e moderno até hoje.
11:20 – Lendas do rock (parte 1): o antológico show de Monterey em 1967 (onde Hendrix pôs fogo na guitarra) e a rivalidade com Pete Townsend, do The Who.
12:50 – Lendas do rock (parte 2): John McLaughlin levou Miles Davis ao cinema e o gênio do jazz ficou aturdido quando viu Hendrix tocar.
13:30 – Lendas do rock (parte 3): Paul McCartney ficou impressionado com uma performance do Hendrix, onde ele já tocava todas as músicas do Sgt. Peppers, poucos dias depois do lançamento oficial.
15:00Axis: Bold As Love tem tudo: peso, visceralidade e a liberdade para explorar mais as músicas, coisa que ele não pôde fazer no trabalho anterior (trecho de “You Got Me Floatin’”).
18:00 – Hendrix, por ser uma figura superexposta, acaba criando uma saturação? Suas coletâneas descontextualizam sua obra?
21:20Electric Ladyland é lisérgico e reflete as turbulências pelas quais Hendrix passava, com drogas, brigas e a construção do estúdio Electric Lady (trecho de “Crosstown Traffic”).
27:00 – Após a dissolução do Experience, veio a Band of Gypsys, que tinha um groove diferente, com outra pegada no rock (trecho de “Machine Gun”) e várias referências soul e R&B (trecho de “Message to Love”)
32:00 – Hendrix usava a microfonia (feedback) a seu favor no palco.
37:00Valleys of Neptune é o novo lançamento, composto de sobras de estúdio de 1969 e 70 e traz um clima de jam session (trecho da faixa-título)
39:30 – Hendrix sofreu muito com as doideras dos anos 60 e acabou pagando o preço com a própria vida. Sua morte traz até hoje teses conspiratórias. Numa delas, ele teria sido assassinado a mando de Michael Jeffrey (seu empresário).
44:30 – Encerramento: “Freedom”

4 Responses to “Tungcast#025: Jimi Hendrix”

  1. Diogo Salles disse:

    Bruno,

    Penso que são esses detalhes (que sempre ficam esquecidos) que também ajudaram a fazer do Hendrix “o cara”.

    Mas mesmo aos olhos de um leigo, ficou claro que foi ele quem revolucionou o instrumento. Com isso, se tornou uma grife – e, por consequencia, se banalizou. Virou clichê falar que é fã de Hendrix e até entendo o ponto do Rafael, quando diz que é preciso se “desintoxicar” disso.

    Por isso a nossa sugestão nesse Tungcast foi sair dos clichês e trazer esse Hendrix que ficou esquecido.

    abs
    Diogo

    PS: Tambem fiquei ofendido com a birra do Rafael em relação a “Voodoo Child”, mas fazer o quê? rsrs

  2. Na verdade, acho que o Hendrix tá mais para um Garrincha com a eficiência do Pelé. Até pq ele era cheio de firulas (sonora) na guitarra.

    Mas para mim o grande problema do Hendrix é que essas votações exibem o cara como se fosse o maior guitarrista da história. Tem gente que até o coloca em uma “banda all-star com gente morta” – isso para mim nunca funcionaria.

    Uma coisa que Hendrix sempre teve foi um senso melódico estupidamente complexo. Com ele não tinha aquela velha fórmula de blues em Si menor ad nauseum para fazer uma boa música de rock. Os arranjos, as camadas (mesmo com limitações da época), tudo isso fez ele se sobressair como um músico completo, não apenas como um guitarrista.

    Grande pena ver que todo o trabalho que ele dava a acordes, riffs e solos tem sido basicamente esquecido com o rock atual se valendo dos power chords da era punk/grunge.

    E eu fiquei ofendido com sua birra com o Voodoo Child, hahahahaha. :P

    Mas enfim, na minha lista, o melhor continua sendo Jack White. =D

  3. Não cara, fiquei ofendido pq meu nick em fóruns é justamente Voodoochild. :P (e eu fico puto quando chamam a música de Voodoo Chile).

    Sobre o lance do Hendrix ser grife, isso se deve muito ao pai e, principalmente, à “irmã” dele. Na verdade, essa tal mulher é filha de uma ex-mulher do pai do Jimi, mas ela se apossou de tal forma do sobrenome famoso que acabou tomando controle de tudo relacionado. E até hoje se declara como “irmã”, mesmo que tenha convivido muito pouco com ele.

    O fato é que comercializaram demais a marca Hendrix, monetizando o máximo possível em cima do nome. Muito parecido com o que estão fazendo com o Michael Jackson, por sinal. E é por isso que Valleys of Neptune é tão meia-boca: só tem uma ou duas músicas realmente inéditas, enquanto o resto é jam. E vão continuar enchendo linguiça assim até que acabem de vez com todas as DATs esquecidas no Eletric Lady,

  4. Absinto Muito disse:

    É já se passaram 40 anos que perdemos a presença física do Jimi.

    “O Rock Prevalece!”

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