Tungcast#016: Literatura com Luis Eduardo Matta (parte 1)

Papo com o LEM sobre LPB, Paulo Coelho, Harry Potter e afins

Papo com o LEM sobre LPB, Paulo Coelho, Harry Potter e afins

 

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00:00 – Apresentação de Luis Eduardo Matta, um escritor prodígio.
01:30 – O conceito da LPB (Literatura Popular Brasileira): uma lacuna que existe na literatura brasileira do ponto de vista do entretenimento, mais coloquial e voltada para o leitor médio, sem grandes preciosismos no estilo.
06:00 – O autor de LPB não pode ter ambições de ser considerado “gênio”. Quando um grande autor morre, muitos críticos acadêmicos tentam se apropriar da obra do autor para usá-la como vitrine.
08:30 – Por que falar mal do Paulo Coelho? A inveja e a ira santa contra o autor.
10:00 – Por que as noites de autógrafos são chatas e causam constrangimento?
11:00 – Preparação para quem quer ser escritor: ler por prazer, desde cedo — começando pela literatura infanto-juvenil.
14:20 – O fenômeno Harry Potter: quando chegou ao Brasil, em 2000, acabou com todas as previsões apocalípticas do tipo “a literatura morreu” ou “as novas gerações não gostam de ler”, abrindo um novo mercado editorial.
17:20 – E o Harry Potter traz vários arquétipos do inconsciente coletivo: o bruxo com a vassoura mágica, a luta do bem contra o mal.
22:00 – Antigamente você não encontrava uma seção infanto-juvenil como tem hoje.
24:00Formando não-leitores: enfiar cânones goela abaixo, com linguagem do século 19, cheia de nuances é um desserviço.
27:00 – A escola ainda é a porta de entrada para a leitura. As duas transições na leitura: quando se deixa de ler livros coloridos, cheios de ilustrações e depois, quando se deixa a literatura juvenil para começar na adulta (e essa última é feita através do cânone).
30:00 – A dificuldade de introduzir a leitura em jovens que vem de lares desestruturados e não querem ser doutrinados. Ainda nos falta um sistema educacional universal e de excelência.
34:30 – Não adianta dar José de Alencar aos jovens, não vai despertar a curiosidade deles. Pior: vai desenvolver uma tese de que a leitura é uma coisa chata.
35:40 – Não existe fórmula. Cada cidade, escola e classe vai possuir um interesse próprio, de acordo com a sua realidade. Trocar as provas sobre livros por debates em classe funcionam muito bem.
40:00 – Temos que introduzir os clássicos da literatura universal, como Homero, Sófocles, Shakespeare, Cervantes, Camões, Dostoievski, Victor Hugo… Mas não dar o livro e sim citá-los, ler trechos, contextualizá-los.
41:00 – Depois de uma palestra numa escola, uma professora veio mostrar as provas de O Guarani para uma classe de oitava série, mas nem a professora tinha lido o livro.

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