Tungcast#003: Michael Jackson

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00:00 – Apresentação (“Thriller”)
01:30 - Michael Jackson é mesmo o “Rei do Pop”? Explicando a origem do termo.
03:30 - As influências que ele pegou, de James Brown a Sammy Davis Jr., e trouxe para o grande público.
05:00 - A indústria a serviço do rei do pop. O aparato midiático, a MTV e o videoclipe do “Thriller”.
06:00 - As 6 razões pelas quais o fenômeno MJ não se repetirá: 1) É impossível criar algo novo (o depoimento de Roger Daltrey); 2) A música perdeu a sua importância; 3) Hoje os artistas atiram para todos os lados: cinema, TV, propaganda (MJ no comercial da Pepsi); 4) O mainstream foi banalizado e perdeu o impacto; 5) A internet mudou a maneira de divulgar a música; 6) A música nos últimos 15 anos não produziu nada impactante.
11:20 - O disco morre como indústria (junto com MJ), mas sobrevive como nicho.
12:20 - A morte de MJ trouxe a revisão de sua carreira. Em 3 dias ele vendeu mais do que nos últimos 11 anos.
14:00 - Por que as novas gerações estranharam tanto alvoroço em torno da morte de MJ? MJ foi, para nossa geração, o que o Beatles foi para as gerações anteriores.
16:00 - A influência de Joe Jackson em sua carreira — para o bem e para o mal.
18:00 - Michael Jackson, o Benjamin Button do pop: maduro quando criança, infantil quando adulto.
19:10 - A importância de Quincy Jones em sua carreira. Do R&B, soul e funk de Off the Wall ao flerte com o rock e com os Beatles em Thriller.
20:30 - A indicação de Steve Lukather para Eddie Van Halen tocar o solo de “Beat It”.
24:10 - A voz do Vincent Price em “Thriller” foi uma grande sacada.
25:30 - Como o ápice de Thriller afetou a carreira de MJ. Os problemas na produção de Bad, que durou 3 anos para ser gravado.
28:30 - As contradições de MJ em “Black or White”. Dangerous foi o último respiro criativo no processo de autodestruição de sua carreira.
30:30 - Grande músicas de MJ. Em Thriller (“P.Y.T.”, “Babe Be Mine”, “Wanna Be Startin Something”) e Bad (“Man in the Mirror” e “Smooth Criminal”).
34:30 - O pop não precisa ser medíocre ou pretencioso, como de costume. MJ soube dosar vários elementos, como em “Black or White”.
36:00 - As distrações do pop, fora da música: Neverland, as crianças, os bichos, a preocupação estética excessiva.
38:00 - Encerramento: “Beat It”.

Links relacionados:
- Especial Michael Jackson no Digestivo Cultural

6 Responses to “Tungcast#003: Michael Jackson”

  1. Rafael Fernandes disse:

    Lucindo, não acho que você seja um fã xiita. Primeiro, um fã xiita nunca teria a presença de espírito de se auto intitular assim. Segundo: esse tipo de gente já chega xingando ou algo do tipo (rs). Nunca teria o trabalho de contestar com dados, opinião e de forma elegante como você fez.

    Obrigado pela audição, pelo comentário e, claro, pelas contestações (adoramos isso!).

    Abs,

    Rafael

  2. Lucindo disse:

    Olá, primeiro dou os parabéns pelo Tungcast. É uma iniciativa muito legal. Agora, como fã “xiita”, vamos às considerações:

    - De forma geral o Michael sempre demorou anos entre o lançamento de um cd solo, mesmo quando ainda era criança/adolescente na década de 70, tudo bem que naquela época tinha que dividir trabalhos solos com o dos Jacksons, mas isso mesmo explica a diferença de 3 anos entre o Of The Wall e Thriller. Não é verdade quando dizem que houve problemas ou atrasos pro lançamento de Bad. Foi algo programado, Michael ficou em turne com os irmãos entre 83 e 84 com a divulgação do álbum Victory dos Jacksons. Após a Victory tour, seguiu-se We Are The World em 1985, depois em 1986 as gravações de Capitain EO pra Disney, com direção do George Lucas, e o começo da autobiografia chamada Moonwalk que seria lançado em 1987 junto com o Bad. Porém quando digo que Bad foi programado, é pq logo após o lançamento oficial com o clipe em setembro de 87, praticamente na mesma semana começaram os shows da Bad Tour no Japão, e no restante da Ásia no final desse ano, e depois em 1988 foi retomada a 2ª parte da turne com shows na Europa e EUA. O filme Moonwalker em si, foi gravado nos períodos de descanso da Bad Tour, até pq vários clipes que já haviam sido lançados fazem parte do filme, o que foi apresentado de novo na verdade foi o clipe de Smooth Criminal e o quase esquecido Speed Demon, mas que é bem legal pq trazia a técnica de stop motion em boa parte das animações do clipe.

    - Sobre o comercial da Pepsi, um fato curioso foi a famosa foto na camera hiperbárica, afinal aquilo nada mais foi do que uma vez após recuperar-se da queimadura, quando o MJ havia doado o aparelho pra ala de tratamento contra queimadura de um hospital de LA, ele se deitou no aparelho e ai já começou as especulações idiotas da imprensa pichando o cara como bizarro dizendo que dormiria todos os dias naquilo ali.

    - Todo mundo relativiza a importância do Quincy Jones na vida do Michael. Tudo bem que o cara é um super produtor, arranjador, instrumentista, maestro, etc, mas quem era o gênio era o Michael. Me diz algum outro artista qq produzido pelo Quincy que tenha feito uns 10% do que o MJ fez… Mas quem realmente sabe a história constata isso facilmente ao ver que Quincy não compõe nenhuma das músicas do 3 álbuns, ou mesmo tenha participação na concepção dos clipes de Thriller e Bad, aliás isso fica muito bem esclarecido no documentário de Thriller, onde é possível ver que tudo surgiu da cabeça do próprio MJ.

    - E mesmo após o fim da parceria com QJ, é possível ver que Michael ainda atingiria grande sucesso com Dangerous, History e mesmo o Invincible, pois na década de 80 o Bad logo de cara já vendeu uns 30mi, e até o U2 fala que queria superar a vendagem do MJ no documentário do Joshua Tree, coitados, hehehehehe…. Portanto Dangerous superou as vendas do Bad na década de 90 e tem Black or White como a música de melhor desempenho comercial da década, superando qq porcaria que o Nirvana tenha feito, só pra citar algo que foi considerado grandioso nessa década. E depois com History que foi lançado como álbum duplo em 1995 e que mesmo pra época era caro, já constam vendas de mais 25mi até hoje, fazendo dele o album duplo mais vendido. Mas tem mais, em 1998 com o lançamento do disco de remixes Blood on the Dance Floor, que já vendeu mais de 10mi e tb é o mais vendido de remixes até hoje. E depois em 2001 quando todo mundo disse que foi um fracasso, mas pode-se considerar o Invincible super bem sucedido, pois já vendeu mais de 15mi, porém é preciso constatar que na época Michael estava com problemas com a Sony, em especial com o palhaço do Tommy Motola, e o mesmo álbum fora sumariamente recolhido pela própria Sony das lojas após 3 meses de venda, e tb não houve turne ou vários clipes ou singles lançados, e isso na época que o Napster e o começo da pirataria por download começou a bombar. Como dizer que ele estava fracassado nos últimos anos, sendo que as vendas pra Is This It se esgotaram em menos de 4h com vendas de mais de 1mi de ingressos???? E isso pra quem não fazia turne desde 1996/97, ou não lançava um álbum de inéditas desde 2001.

    - O termo Rei do Pop, diferente do que vcs falaram não foi auto-proclamado pelo próprio, mas sim pela Elizabeth Taylor, em 1990, durante a premiação do American Music Awards, quando discursava sobre a vida musical do Michael quando finalizou: “Em minha estima, ele (Michael Jackson) é o único que pode receber o título de Rei da música pop, rock e soul”. E depois com propriedade toda a imprensa acabou corroborando a designação.

    - E isso pq anteriormente, só não me lembro se já em 1990 ou 1989, Michael havia recebido na Casa Branca uma condecoração como Artista da Década (80) dada pelo presidente da época que era o George Bush (pai), e ai somado aos feitos, vendagens, etc, foi levando uma coisa a se juntar a outra até surgir o termo. Mas foi legal terem dito que o título em si mostra que só um artista com grandes feitos como ele poderia ostentar tal responsabilidade. Engraçado nos últimos dias foi ver o Kanye (quem????) West se proclamar o “novo Rei do Pop”, como se houvesse feito alguma coisa grandiosa pra merecer isso, kkkkkkkkkkkkkkkkkk. ….

    - Sobre Black or White o clipe, ele foi cedido a 4 emissoras ( Fox, MTV, VH1 e BET), mas em comum acordo foi exibido simutaneamente por várias emissoras em todo mundo ao mesmo tempo, no dia 14/11/91, me lembro até hoje da estréia no Fantástico. E assim como Thriller foi dirigido pelo John Landis, até hoje é o clipe de maior audiência na estréia com mais de 500mi de espectadores.

    - Aqui deixo o link com um belo texto que o Tony Bellotto (Titãs) escreveu no site da Veja:
    aqui um belo texto escrito pelo Tony Bellotto na coluna dele no site da Veja: http://veja.abril.com.br/blog/cenas-urbanas/arquivo/free-at-last/

    - E aqui um link da Wikipedia que lista boa parte das contribuições humanitárias do Michael, e que ninguém dá importância pq todo mundo só quer ver a parte freak dele: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_a%C3%A7%C3%B5es_caridosas_de_Michael_Jackson

    Posso ser xiita, mas o fato é que Michael foi único e está no mesmo nível apenas de Elvis e Beatles, pois o que veio depois desses 3 é o resto, e por isso a música como um todo já não desperta grandes emoções nas pessoas. Só pra terminar, consta que já foram vendidos mais de 18mi de cds/dvds do Michael nesse pouco mais de 1 mes depois da morte, e mais de 4mi só nos EUA, por isso que quem é rei nunca perde a majestade.

  3. Diogo Salles disse:

    Lucindo, ótimas observações. Você não pode ser considerado um fã xiita por uma única razão: você não quis nos matar, esquartejar ou metralhar em seu comentário… rs

    Agora, as minhas considerações:

    - O que falamos sobre a demora de 5 anos entre Thriller e Bad se deve ao fato — abordado no podcast — de que artistas pop “atiram para todos os lados”. É natural que depois de tanto sucesso ele fosse muito mais requisitado e a agenda ficasse lotada. Mas com a Victory tour, USA for Africa, biografia, comercial da Pepsi, filmes, etc… é muita coisa junto e isso fez MJ perder um pouco o foco na música, coisa que não acontecia até antes do Thriller.

    - Sobre o Quincy Jones, concordo com você, só que não deixamos de reconhecer a genialidade do MJ. E mesmo ele também precisou de um “diretor” para guiá-lo, como varios outros gênios já precisaram. Off the Wall foi um grande salto na carreira dele e abriu o caminho para ele crescer. Mas os artistas pop nao tem os mesmos recursos de um gênio que toca todos os intrumentos, como Paul Mccartney, por exemplo, portanto o trabalho do produtor ganha outra proporção. E o Quincy Jones sempre foi também uma estrela da música, não era só produtor. Vale lembrar que ele vendeu milhões ao produzir o disco Give me the Night (1980) do George Benson, que é um artista de jazz!

    - Agora, você não pode deixar de reconhecer que ele já vinha num longo processo de autodestruição — não só profissional, mas também pessoal. Isso se refletia não só no semblante dele, mas na discografia. O fato das vendas terem se mantido ou caído, pouco importa, pois, ele deixou sua marca como ícone pop e mudou a indústria fonográfica. E os recordes alcançados pelo Thriller seriam de qualquer forma impossíveis de se repetir.

    Grande abraço
    Diogo

  4. Ram disse:

    Melhor comentario sobre MJ que eu ouvi ! Benjamin Button rsss Genial.

  5. Tenho visto os posts já algum tempo, mas nunca tive coragem de comentar! Este é meu primeiro comentário: Virei leitor fiel do blog! valeu