Tungcast#001: O valor da música hoje

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00:00 – Apresentação
00:40 – A música perdeu o valor?
02:20 – A chegada do Napster e o excesso de oferta
03:20 – Exceção x distribuição
04:50 – Hoje não temos um Led Zeppelin ou um “Sgt. Pepper’s”?
05:50 – Antes havia 3 portas. 1ª: entrar na gravadora, 2ª: gravar o disco, 3ª: o mercado aceitar esse disco.
07:20 – A falta de critério e os cuidados ao criar música
09:20 – Segundo Seth Godin, se as pessoas não falam de você é porque você é chato!
09:40 –  A diluição do trabalho do produtor musical e a falta da autocrítica.
10:35 –  Preparo: o início de Rush, Dream Theater e Van Halen.
15:40 – As pessoas estão pulando etapas?
18:35 – “A guitarra é vista hoje só como um instrumento de 3 acordes”
19:00 – Os exemplos de The Edge, David Gilmour, Eric Clapton e Yngwie Malmsteen
20:25 – “A crise da música é também a crise do preparo”.
23:00 – A música em ciclos e os movimentos musicais em resposta aos excessos.
23:40 – O exemplo do Yes. Do sucesso de “Fragile” ao excesso em “Topographic Oceans”.
25:00 – O começo do Long Tail e a indústria da música azeitada para lançar produtos, como Britney Spears
27:10 – “…a estrada afeta os artistas”
29:10 – Formas dos artistas ganharem dinheiro
31:50 – CD, downloads, música de graça e os exemplos de Radiohead e Marillion.
35:00 – O mercado do CD descobriu um novo nicho nas embalagens de luxo, com poster, DVD, B-sides. O U2 fez isso com o novo disco e está fazendo isso com todo o seu catálogo.
37:15 – Os fãs do Iron Maiden vão querer sempre um novo “The Number of the Beast”
39:30 – “Quem está começando precisa gravar músicas muito boas”
41:00 –  Artista x Emprego / Funcionário público x Empreendedor
41:10 – “Roberto Carlos deitou na cama da fama e não troca o lençol desde a Jovem Guarda”
42:18 – Encerramento: “Kashmir”, Led Zeppelin (trecho)

Links relacionados:
- Série de textos “Crise da Música”: parte 1, parte 2 e parte 3

5 Responses to “Tungcast#001: O valor da música hoje”

  1. Ao ouvir o Tungcast, me veio uma lembrança quando vocês falaram de sentar e ouvir um disco. Me lembro quando um amigo do colégio me falou do Van Halen 3. Ele comprou o disco e fomos até a casa dele ouvir. Eu nem sabia que o disco havia sido lançado, e só então fui buscar informações na net. Naquela época (1998) eu já tinha net em casa mas não usava nem 3 vezes por semana. Sentamos em frente da garagem de sua casa, onde até hoje nos reunimos para beber vez em nunca, e ouvimos o disco, prazeirosa e lentamente, por inteiro! Falamos sobre cada música, sobre cada riff… TEMPOS QUE NÃO VOLTAM MAIS… pelo menos não tão cedo…

  2. Wolber Campos disse:

    Eric Clapton escreveu em seu livro que a música hoje continua como na época em que era criança: 95% lixo e 5% pura.
    Sei que o Diogo não é um admirador dos Beatles mas eles são um ótimo exemplo do que queria dizer. Naquela época eles lançavam um disco excelente (daqueles que parecem ser uma coletânea, todas as músicas muito boas e bem trabalhadas). No ano seguinte já lançavam outro, do mesmo nível e com nítida evolução de criatividade. Já no fim do mesmo ano saía um terceiro. E iam evoluindo até que um próximo fosse o Sgt Peppers, terminando no Abbey Road (meu favorito).
    Hoje, bandas de rock consideradas boas, lançam um cd com 3 ou 4 músicas boas e o resto de “tapa buraco”. Esperamos o próximo pr 4 ou 5 anos e, como vocês disseram, não parecem interessados em evoluir sua musicalidade.
    Muitos podem dizer: Mas naquele tempo não haviam tantas turnês mundiais e compromissos como hoje.
    Eu já acredito que naquela época eles tinham um amor pela música, vontade pra ficar horas em cima de uma composição imaginando arranjos e tentando lapidá-la ao máximo. Ano passado deixei minha opinião num texto: http://cronicasdeumbrasileiro.blogspot.com/2008/11/ele-voltar.html
    e ainda a mantenho.
    Parabéns pelo Tungcast amigos!!
    Grande abraço!

  3. Patrício Jr disse:

    Gostei bastante qdo vocês falaram de literatura, que é a minha praia. Pena que foi tão rapidinho, só um a parte. Comecei a pensar, depois de ouvir o programa, sobre a importâqncia de marinar as coisas. De deixar fermentar e ter paciência para lançar algum produto cultural. Acho q vcs estão certos qto a isso. E foi um toque excelente! Parabéns pelo podcast. Sensacional. Tá no feed!

  4. Diogo Salles disse:

    Obrigado a todos pela audição e pelos comentários. Vamos por partes:

    Patrício, quando falei sobre o tal livro que não saiu, o livro seria do comentador que está logo acima de você aí, o Wolber Campos. E esse link que ele passou é do blog que chegou para substituir esse “não-livro”.

    Wolber, gostei do seu comentário e concordo. Acho que esse sentimento de amor pela música, de lapidá-la não existe mais. Mas precisamos reconhecer que nem todas as bandas lançam mão dessa tática de “tapa-buraco” nos discos. O U2, com seu “No Line on the Horizon” é um exemplo. (PS: Quando seu livro sair, estarei na noite de autógrafos!)

    Érico, quem sabe essa volta do fetiche pelo vinil não seja também a volta das “audições profissionais”. Você, como eu, fez isso com o disco do Chickenfoot, não fez?

    Grande abraço a todos
    Diogo Salles

  5. Fiz e reconheço que, desde 2001, ano de lançamento do Stif Upper Lip do AC/DC, eu não fazia isso. Recomendo esse saudável hábito, que só agora estou voltando a ter. Abs.